Turma de fotógrafos documenta a cidade e registra momentos e comportamentos dos araçatubenses

Olhares araçatubenses

Grupo de fotógrafos profissionais e amadores realiza registro da cidade por diversos ângulos

Um grupo de 43 fotógrafos profissionais e amadores desenvolvem, desde setembro de 2017, o projeto Street Photographers, que tem o intuito de registrar pontos de Araçatuba e promover a cultura da fotografia pelas ruas da cidade. 

O projeto foi idealizado pelo fotógrafo André Luiz Alves que, junto com o também fotógrafo Adriano Coelho da Silva, conhecido como Drico Coelho, foram agregando novos interessados e ampliando os horizontes.

Nas saídas, a turma de fotógrafos documenta a cidade e registra momentos e comportamentos dos araçatubenses. Eles ainda aproveitam para compartilhar conhecimentos e técnicas de fotografia de rua. Participam desde fotógrafos profissionais e até mesmo os amantes da fotografia que possuem outra profissão. Atualmente, 43 integrantes fazem partes das saídas fotográficas.

Alguns locais que já foram registrados pela equipe são: Praça Rui Barbosa, Estação Ferroviária - Terminal Urbano, Antiga Estação Ferroviária Rotatória Brasília X Pompeu, Zoológico Municipal, Rodoviária e Paço Municipal, Praça 500 Anos, Praça Una Salesiano, Alto da Av. João Buchala - Concórdia. Os encontros acontecem quinzenalmente, sempre aos domingos, no período da tarde.

O grupo quer, no final de 2018, produzir uma exposição para mostrar o trabalho desenvolvido de documentação da cidade. Os interessados em ingressar no projeto podem acessar a fan page no Facebook ou procurar as redes sociais do fotógrafo André Luiz.

PARCEIRA
A parceria com Drico Coelho nasceu, segundo André, da "paixão em comum pela fotografia de rua". "Nos conhecemos e logo conversamos sobre fotografia de rua e tive a ideia de montar as saídas fotográficas aqui na cidade. Quando ele viu o projeto pronto, ele se colocou a disposição para ajudar a estruturar o grupo e colocando em prática todo o conhecimento que ele aproveitou na Capital Paulista", explica André, que revela que Drico veio de São Paulo e ajudou a concretizar o projeto.

Segundo o idealizador, o principal objetivo do Streets é "levar a cultura da fotografia de rua, documentando a cidade, o comportamento do araçatubense, para que as gerações futuras tenham acesso de como era nos dias de hoje".

Outro lado desenvolvido pelo grupo é o social. Nas saídas, os fotógrafos proporcionam, às crianças ou adolescentes de um determinado bairro carente, um ensaio fotográfico com elas, feito por 43 câmeras diferentes, de diversos ângulos delas.

OBJETIVOS
O objetivo do projeto e dos participantes do grupo é fortalecer o crescimento mútuo entre eles. "Nas saídas, são desenvolvidas técnicas de fotografia e conhecimento sobre equipamentos e ferramentas de edição", detalha André.

O objetivo é registrar tudo. "Fotografamos desde a lua, cemitérios e também paisagens urbanas. O olhar mais aguçado é para o comportamento das pessoas, desde um bate papo, até um casal de idosos que atravessa a rua de mãos dadas", exemplifica o fotografo formatador do projeto. Num desses encontros, o fotógrafo Paulo Maciel registrou um jacaré na Lagoa do Miguelão, provocando um frisson nas redes sociais e entre os profissionais do grupo.

André, que já realizou curso de fotógrafo em São Paulo e Porto Alegre, explica que os participantes ficam livres para "criar e estarem atentos ao olhar. Em determinadas saídas de aprendizado, realizamos oficinas de diferentes técnicas fotográficas". Em torno de 800 fotos já foram captadas.

CONTATO
Drico Coelho conheceu o idealizador do projeto num curso de fotografia noturna realizado pelo Senac. No último dia do projeto, a ideia era buscar retratos da Rua do Fico. Naquele momento, eles discutiram as saídas fotográficas que acontecem em São Paulo, onde Coelho residiu por 18 anos.

"Ele precisava de uma ajuda e me fez o convite. Estava disposto a ajudá-lo, pois participei de várias saídas fotográficas na cidade de São Paulo. Desde então, o nosso grupo só tem aumentado o número de participantes. Isso é maravilhoso", enaltece Drico.

Ele que é analista de sistemas e tem como hobby a fotografia e aviação em geral, exalta a importância do registro da cidade no período atual, para que, no futuro, as novas gerações tenham conhecimento de como eram no passado.

"Este projeto é novo, diferenciado aqui na região. Eu e o André conseguimos ver um aumento considerável entre os participantes. O número de registros cresce a cada dia, obviamente aumenta o número de olhares e fotos diferentes", exemplifica Coelho, que cita como exemplo uma saída na Praça Rui Barbosa, onde diversos ângulos foram trabalhos de maneira espontânea e atraente.

"O mais bacana e participativo que eu já vi, pois, diferente de São Paulo, aqui nós estamos trocando informações em todas as saídas, dando dicas sobre fotografia. Para nós, independente se o participante está usando a câmera A, B ou até um celular, o importante é ele fazer este registro, é ele captar este momento", finaliza.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.394468