Obras para ontem

Projetos que agora estão no foco de Dilador já eram falados em gestões anteriores

'Menina dos olhos' do prefeito Dilador Borges (PSDB), o prolongamento da avenida Joaquim Pompeu de Toledo deveria servir também como ponto de partida para a solução de outro problema antigo e, para muita gente, difícil de entender. 

São ruas ou avenidas pavimentadas em praticamente toda a sua extensão que, no entanto, sofrem com o que se pode chamar de vazios urbanos em seus finais. Ou seja, não têm asfalto, sendo, assim, ponto de constante queixa da população, seja por causa da terra, buraqueira ou mato alto acumulado. Este é o cenário do fim da Pompeu, uma das principais avenidas de Araçatuba. O reconhecimento desta situação é admitido pela atual administração.

Em entrevista à Folha da Região no último domingo, o secretário municipal de Planejamento, Ernesto Tadeu Consoni, disse que resolver problema semelhante em outra via de intenso fluxo na cidade, a João Arruda Brasil, está nos planos.

Para se ter uma ideia do quão antiga é a discussão acerca de uma solução para esses trechos que a proposta de prolongamento da Pompeu, na verdade, é uma adaptação da elaborada durante a gestão do ex-prefeito Domingos Andorfato (1993-96), quando Consoni também foi secretário, mas não foi levada adiante pelo poder público.

Idem, na João Arruda Brasil. Segundo Consoni, a intenção é canalizar o córrego Machado de Melo e alargar e finalizar a via. Mas é bom lembrar que, entre 2005 e 2008, no governo Jorge Maluly Netto, obras nesse sentido chegaram a ser lançadas, porém também sem conclusão. Na época, o custo estimado chegava a R$ 13.283.600.

Como se percebe, Araçatuba precisa para ontem de obras como essas. O momento atual é oportuno para a execução desses serviços por causa do crescimento da cidade. População e frota de veículos aumentaram, razões pelas quais há a necessidade de ações mais arrojadas a fim de se garantir a boa mobilidade urbana. Por outro lado, há a questão da qualidade de vida. Morar em local desprovido de infraestrutura básica afeta as condições de saúde da população. No caso das vias com asfalto pela metade, ficar nesse estado caracteriza, no mínimo, uma condição de desigualdade inaceitável.

Sabe-se que são obras de custo elevado para o município, por isso, a gestão tucana está correndo atrás de parcerias, como a Agência Desenvolve São Paulo, com o objetivo de concluir a Pompeu. Espera-se que Dilador, um político vindo da iniciativa privada, consiga encontrar a agilidade necessária que muitas vezes falta à administração pública para a execução de obras.

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