O avanço de jovens em postos de liderança em empresas

O avanço da juventude em postos de liderança nas empresas de Araçatuba retrata a abertura da seara corporativa a pessoas antenadas à tecnologia e de perfil questionador, característica típica de quem nasceu por volta da década de 1980 e se intensificou a partir dos anos 2000 em diante. É um perfil diferente de quem começou a trabalhar em décadas anteriores, que tinha como um dos valores maiores fazer carreira dentro de determinado serviço.

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O perfil de jovens que começam a ocupar postos estratégicos dentro de uma empresa traz algumas vantagens em um momento como o atual da economia brasileira. É a possibilidade de as companhias buscarem caminhos alternativos de crescimento, com pessoas abertas a novas ideias e apostas.

Nesse contexto, vale lembrar a máxima proferida por políticos e empresários à exaustão no ano passado, segundo a qual “combate-se a crise com criatividade”. Apesar de serem maioria nas estatísticas de desempregados no País, os jovens estariam mais propensos a se encaixar no desejado perfil criativo. Isso, além de representarem mão de obra barata para uma empresa, especialmente aquelas de setores que sofrem com mais intensidade os efeitos da crise.

O aprendizado no comando de equipes, de fato, estimula aqueles com pouco tempo de carreira a desenvolver a capacidade inovadora, que, mais cedo ou mais tarde, ajudará a estimular o empreendedorismo. Essa tendência é confirmada pelos números, em que pese o ato de empreender, em parte, estar ligado a saídas de recolocação por quem perde um emprego.

Dados divulgados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostram que, em dois anos (de 2011 a 2013), a quantidade de jovens com até 24 anos que se tornaram microempreendedores individuais (MEIS), com faturamento anual de até R$ 60 mil, aumentou 71%, passando de 205 mil para 350 mil.

A ascensão meteórica de trabalhadores com até 30 anos de idade mostra que a sobrevivência no mercado vai requerer atualização constante, disciplina, comprometimento, capacidade de trabalhar em grupo, necessidade de saber ouvir e enxergar as próprias falhas para poder melhorar e "energia" para inovar ao máximo, ou seja, fazer diferente a cada dia em busca de bons resultados.

Essa lógica não vale só para quem está entrando no mercado. Por mais que as tecnologias tenham levado ao enxugamento do quadro funcional das empresas, são dos empregados que elas dependem para fazer a máquina andar. Daí, a necessidade de funcionários dinâmicos e atualizados. E, claro, comprometidos.
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