Novos casos de leishmaniose em Araçatuba deixam Saúde em alerta

Somente neste mês, três moradores tiveram a doença

A Vigilância Epidemiológica de Araçatuba está em alerta com a confirmação de três casos de leishmaniose em humanos registrados neste mês no município. Entre os pacientes que permanecem internados, há um menino de 2 anos, que está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal da Santa Casa.

Em agosto, quando foi realizada a Semana Estadual de Combate à Leishmaniose Visceral pela Secretaria Estadual da Saúde, a Secretaria de Saúde de Araçatuba informou que havia quatro casos confirmados da doença no ano na cidade, com uma morte. Agora, segundo a secretaria, são nove.

Apesar do aumento, a administração afirma que não considera a existência de um surto. Entretanto, explica que a situação é de alerta porque os casos confirmados são de vários bairros da cidade.

TRATAMENTO
A assessoria de imprensa da Santa Casa informa que o menino de 2 anos reside no bairro Umuarama e está em tratamento na unidade desde o dia 14. Porém, começou a apresentar sintomas como febre alta, 12 dias antes. Nesse período, ele foi submetido a um mielograma, exame feita por punção e coleta do sangue da medula óssea.

O resultado desse exame ficou pronto na terça-feira (28), com resultado positivo para leishmaniose visceral. Material encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz para contraprova também foi analisado e confirmou o diagnóstico. "O paciente teve um desconforto respiratório muito forte, foi levado para a UTI neonatal e o quadro clínico é estável", informa a assessoria do hospital.

VERDE PARQUE
No dia 16 deste mês, um menino de 9 anos, morador no bairro Verde Parque, também foi internado com sintomas de leishmaniose. Ele passou pelo mesmo exame, cujo resultado ficou pronto três dias depois e deu positivo para a doença. No entanto, contraprova feita pelo Adolfo Lutz deu negativo para leishmaniose. Apesar disso, o paciente foi medicado contra a doença, o quadro evoluiu bem e ele receberia alta ainda na quarta-feira (29).

TEGUMENTAR
O terceiro caso é de uma mulher de 55 anos, residente no bairro Planalto, que foi internada na Santa Casa também na última terça-feira. Segundo a assessoria do hospital, a Vigilância Epidemiológica já havia diagnosticado a doença, porém do tipo tegumentar, que tem como principais sintomas feridas indolores na pele e nas mucosas do corpo. Essa paciente desenvolveu lesões na boca e está sendo medicada. O quadro clínico é considerado bom.

Além dos casos deste mês, em outubro, um homem de 28 anos, morador no Jardim Brasil, também foi diagnosticado com leishmaniose, recebeu tratamento e recebeu alta.

CUIDADOS
A Prefeitura afirma que as ações de combate a leishmaniose são basicamente de conscientização educativa em relação aos cuidados nas residências. Isso porque, o controle da leishmaniose visceral depende de medidas como manter a poda de árvores, folhagens e grama dos quintais, além da saúde e a higiene dos animais, que devem usar coleira repelente de insetos e presos nas residências. 

"Já está sendo feito manejo ambiental e bloqueios em alguns casos e há planejamento para outros. Em breve será feita roçagem nas áreas delimitadas que ainda estão sendo planejadas", informa a Prefeitura.

REGIÃO
Os casos de leishmaniose atendidos pela Santa Casa não são restritos a pacientes de Araçatuba. Em outubro foi internado um menino de 2 anos de idade, residente em Pereira Barreto, que passou por longo tratamento antes de receber alta. Também em outubro, deu entrada um paciente de Valparaíso, com 29 anos, que permanece em tratamento e o estado clínico é considerado grave.

 

LINK CURTO: http://folha.fr/1.376409