Cobrança de vestibular pode dificultar novo formato de ensino médio

Novo ensino médio esbarra nas cobranças de vestibulares

A BNCC prevê que apenas as áreas de linguagens e matemática deverão ser oferecidas aos estudantes obrigatoriamente

Embora algumas escolas tanto da rede pública quanto da particular já estejam se preparando para implementar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, o grande receio das instituições é ficarem reféns das empresas organizadoras de vestibulares.

A BNCC prevê que apenas as áreas de linguagens e matemática deverão ser oferecidas aos estudantes obrigatoriamente nos três anos do ensino médio. As outras áreas podem ser distribuídas ao longo desses três anos a critério das redes de ensino. Com isso, no tempo restante os alunos vão poder escolher as áreas em que vão aprofundar o conhecimento.

Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas-aula. As 1,2 mil horas restantes devem ser dedicadas ao aprofundamento no itinerário formativo de escolha do estudante. Esses itinerários serão desenvolvidos pelos estados e pelas escolas. Além disso, o aluno poderá optar pelo ensino técnico profissionalizante nessa carga horária flexível.

O Ministério da Educação tenta, com isso, reverter a debandada dos alunos no Ensino Médio, principalmente na rede pública. De cada cem alunos, só a metade completa os três anos. Esse sistema é um pouco parecido com o que já acontece em vários países, como Estados Unidos, por exemplo. 

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