Notícias falsas

É muito importante a consciência de que nem tudo que se lê ou vê noticiado é verdade

Popularmente chamadas de “fake news”, já que brasileiro gosta de termos em inglês, as notícias falsas ganharam grande repercussão após a morte da vereadora carioca Marielle Franco. Uma enxurrada de falsidades inundou a rede mundial de computadores e os aplicativos de mensagens instantâneas, vinda de pessoas que aparentavam querer justificar a execução da vereadora por seus “antecedentes”, divulgados e tomados como verdade absoluta pelos internautas.

Além das implicações legais, o prejuízo moral com a divulgação dessas notícias é imensurável. Complicado para quem repercute e passa adiante e, muito pior, para quem é vitimizado por estas publicações. A análise que se deve fazer vai mais além. Passa pela conscientização sobre a cultura imediatista que permeia as relações sociais na internet e pela punição de quem divulga estas notícias falsas, de quem seria essa maçã podre em meio ao turbilhão de informações com que as pessoas são bombardeadas todos os dias. 

Tecnologicamente falando, há meios para tantas coisas, os internautas são vigiados em todos os seus passos, não é possível que não se possa identificar os propagadores destas notícias.

É muito importante a consciência de que nem tudo que se lê ou vê noticiado é verdade, especialmente nas redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens. Talvez, até mesmo a popularização de um termo em inglês dificulte o entendimento quando se fala para a grande massa. 

Ao receber uma notícia muito fantasiosa ou contrária ao que se vê no dia a dia, é preciso checar a fonte. Existe a mídia que pode dar credibilidade e servir como fonte de checagem para todos os assuntos, e existem sites que desmentem correntes de pessoas supostamente desaparecidas. 


Se até mesmo uma desembargadora caiu no conto do “Quem é Marielle?”, uma pessoa altamente informada, com nível intelectual acima da média, quiçá a grande massa que, dia após dia, se vê manipulada por esta ou aquela informação. A ignorância pode ser considerada o alimento destas notícias falsas que todos os dias incomodam muitos e prejudicam outros tantos. Via de regra, se a notícia não tiver fonte, não deve ser compartilhada.

Verdade seja dita, ainda que a internet seja uma fonte gigantesca de informações, a mídia nunca deixará de ser imprescindível ao mundo das notícias feitas com responsabilidade e checagem de todos os fatos e pontos necessários. O jornalismo feito da maneira correta será sempre confiável. Especialmente em ano eleitoral, perfis falsos e “fake news” deverão se disseminar pela rede e resta aos poderosos descobrir uma maneira de coibi-los. 

Há poucos dias, veio à tona a utilização de “fakes” para favorecer a eleição de Dilma Roussef. Também veio à tona a manipulação do Facebook na eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos. Tudo que o brasileiro não precisa é eleger um presidente sendo influenciado por “fakes”. É hora de abrir os olhos para não abrir a boca pelos próximos quatro anos.

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