Vieira acredita também que a música eletrônica vai ganhar mais espaço

‘Nós conseguimos crescer na crise’, diz Amauri Roland Vieira

Empresário do setor de eventos e entretenimento, comemora sucesso da Expô 2017

Mesmo em um período em que a economia do País ainda não saiu da corda bamba, o empresário Amauri Roland Vieira conta que a Expô 2017 trouxe motivos para comemoração. O diretor da Rural Eventos, organizadora da área de entretenimento da feira, afirma que investir em “upgrade” da feira trouxe resultados na elevação da qualidade do evento e no volume de público atraído. 

Este ano, a grade de shows somou 20 atrações musicais, entre elas os artistas mais ouvidos pelo público brasileiro atual. A estrutura do evento também passou por ampliação. “Nós conseguimos crescer na crise”, destaca o empresário.

Em entrevista à Folha da Região, Vieira explicou a origem na motivação para o investimento e adiantou que já tem em mente superar a edição atual — a 58ª Exposição Agropecuária de Araçatuba — em 2018. “Esse foi um momento para mudar a história da feira.”

OBSERVAÇÕES
Eu não paro de pensar na Expô. É 24 horas por dia, 365 dias por ano. E você vê o que está acontecendo por aí. A gente vai a outras festas e feiras, começa a analisar por que algumas coisas estão dando certo, porque outras não. Várias feiras morreram pelo País. Começamos a ver que quem investiu pesado e foi criativo sobreviveu, vai sobreviver e vai sobressair à crise, à qualquer situação adversa. Foi isso que a gente ganhou de experiência nesse período. Quem investiu salvou seu evento. 

ESTRUTURA
Investir significa aplicar em limpeza, segurança, contratação de artistas. Não adianta você ter bons artistas, o cara entrar no banheiro e encontrar uma imundice. Ainda nossa estrutura tem que melhorar. A gente está brigando bastante por isso. Mas uma coisa a gente sabe: já estamos na frente de muitos por aí. 

PÚBLICO
É um conjunto de coisas boas que você tem que oferecer para a população que hoje está exigindo. O que estamos vendo? Com crise, com tudo, quando o produto é bom, as pessoas vão. Não adianta você fazer dez shows pequenos e médios, o público não virá. Ele está valorizando o dinheiro dele. 

INGRESSOS
A gente criou situações para facilitar. O ingresso não é o mais barato do mundo, mas a gente criou facilidades para comprar. Há uma credencial que começou a R$ 190. Dá R$ 19 por noite. Se você for ver, dá R$ 8,50 por show. E é vendida. É claro que há uma quantidade boa de credencial. Com isso, você mantém a feira cheia, a casa cheia, movimenta para o pessoal do parque, os barraqueiros e comerciantes em geral. Eles saem daqui querendo acertar para o ano seguinte. 

2018
Agora o pensamento é o seguinte: como será o próximo ano? Como vamos superar? É muito louco pensar em preparar algo melhor. Você fica “viajando na maionese”. Meus parceiros e colaboradores pensam muito e já estamos elaborando. A tendência do próximo ano é a gente aumentar tudo. Almoçamos com o Marcos Mioto, que é o empresário nosso, e já o preparei. “Você vai ter que nos ajudar e muito no ano que vem.” Uma coisa que posso adiantar é que vamos aumentar os shows eletrônicos. É uma tendência. Pelo menos, três ou quatro DJs virão.

RESULTADOS
Nós conseguimos crescer na crise. Isso é algo que falo com prazer, porque gostaria de mostrar para as pessoas que é possível crescer com crise. Não é que eu seja o cara mais criativo do mundo, mas nós peitamos, nós criamos, nós investimos e colhemos resultado. Está aí o resultado. Todo mundo está gostando da Expô. Foi bem-feita, a feira “bombou”, para usar o linguagem da moçada. Tomara que isso sirva para tocar algumas pessoas e empresários que estão pessimistas. Eu sei que está difícil, mas invista, brigue, divulgue seu produto. É possível se fazer! 
 

LINK CURTO: http://tinyurl.com/y88y3jwo