Andrea e Douglas, pais de Valentina, divulgam o caso para que famílias e médicos fiquem atentos

Morte de bebê de um ano por diabetes serve de alerta

Sede excessiva e aumento da vontade de urinar. Esses foram os primeiros sinais de que havia algo errado com a pequena Valentina de Oliveira França, de um ano e nove meses. "Inicialmente achamos que os sintomas estavam relacionadas à mudança de rotina, pois ela tinha passado a frequentar uma escola há poucos dias. Depois, devido à febre, chegamos a acreditar que se tratava de uma virose por conta do contato com outras crianças", lembra a mãe, a assistente administrativa Andrea Valeriana de Oliveira, de 39 anos.

Valentina foi examinada por um pediatra de Araçatuba, que suspeitou de dengue. Apesar dos cuidados médicos, ela não melhorou e foi internada no dia 12 de março. No hospital, uma enfermeira desconfiou dos sintomas e realizou um teste chamado destro, por meio do qual é feito um pequeno furo no dedo do paciente para checar os níveis de glicemia no sangue. "O teste apontou nível glicêmico acima de 500 (o normal é abaixo de 100). Somente depois disso é que os médicos iniciaram o protocolo de tratamento da diabetes, mas Valentina já estava em estado grave", lembra a mãe.

Quando a doença foi identificada, a garotinha já havia entrado em um quadro de cetoacidose, complicação aguda da diabetes. Ela morreu no dia 18 de abril, após permanecer 37 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Valentina foi vítima do tipo 1 da doença, mais comum em crianças e jovens. A ADJ (Associação de Diabetes Juvenil da Região Noroeste Paulista), com sede em Birigui, alerta para o aumento dos casos desse tipo de diabetes. No ano passado, a entidade que atende pacientes de Birigui e região, cadastrou 20 novos doentes. O número de cadastros é 54% maior que os realizados em 2011, quando a associação recebeu 11 novos pacientes.