Mãe e filha são condenadas por furto em loja de Araçatuba

Ambas foram flagradas levando mercadorias

A dona de casa Marisa Pereira de Araújo, 57 anos, e a filha dela, a diarista Erica Graziele de Araújo Ramos, 38, foram condenadas a 3 anos e 6 meses de prisão cada uma, por furto de roupas em loja de confecções de Araçatuba. A mãe teve o mandado de prisão cumprido na tarde do último sábado (13), após ser encontrada na casa dela, no bairro Água Branca 2. Não há informações sobre a prisão da filha.

A mulher foi presa por equipe da Polícia Militar, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba em 27 de abril de 2017. Segundo decisão em primeira instância publicada no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 28 de abril de 2016, mãe e filha foram denunciadas por furto, pois, na manhã de 10 de julho de 2014, foram flagradas furtando peças de roupas de uma loja na rua Aviação, bairro Santana. Elas teriam furtado duas bermudas jeans, duas blusas femininas de manga longa, entre outras mercadorias, somando R$ 645,10.

A funcionária da loja contou em depoimento que naquela manhã trabalhava sozinha no estabelecimento e que mãe e filha foram atendidas juntas. Segundo ela, enquanto conversava com Marisa, que demonstrava ser muito simpática e falava sobre diversos assuntos, a filha dela andava pela loja.

As duas portavam bolsas grandes e, quando a proprietária da loja chegou, ela contou que desconfiava que as condenadas teriam furtado algumas peças de roupa. Ao analisar as câmeras de monitoramento do prédio, a vítima constatou que as duas mulheres haviam furtado mercadorias e chamou a polícia.

NEGARAM
Consta na denúncia que as duas mulheres negaram o crime, apesar de confirmarem terem ido à loja, Marisa contou que no estabelecimento, aguardou a vendedora terminar o atendimento de um cliente, foi atendida, comprou uma calça e duas blusas, que foram pagas com cartão de crédito.

Ainda de acordo com a ré, a moto da filha dela ficou estacionada em frente ao prédio enquanto elas foram a outro estabelecimento comercial. Porém, na mesma tarde, foi surpreendida pela visita de policiais militares, informando sobre o furto. Eles recolheram algumas peças de roupa, levaram para a delegacia.

Marisa argumentou em depoimento que falou aos policiais que se houvesse tido erro por parte da loja, ela pagaria pelas peças equivocadamente entregues a ela. A mesma versão foi apresentada por Érica, alegando que ela e a mãe experimentaram algumas peças de roupa, que não lhe serviam, por isso, as devolveram à vendedora. Que a mãe dela comprou uma calça e algumas blusas e pagou com o cartão de crédito.

IMAGENS
Ao condenar as rés, o juiz Sérgio Ricardo Biella levou em consideração as filmagens do sistema de segurança, que mostraram as mulheres entrando nos provadores da loja com algumas peças de roupa, as quais não devolviam para a funcionária quando saíam do local. 

Um dos policiais que atendeu a ocorrência conhecia as mulheres pelo envolvimento com furtos. Segundo ele, mãe e filha residiam em um imóvel localizado na frente do terreno e outro nos fundos deste. Também foi apurado que a irmã de uma das rés comercializa roupas e as mercadorias poderiam ser repassadas a ela para revenda.

A vítima contou que as condenadas haviam estado na loja outras duas vezes e em uma delas adquiriram peças de roupa. No dia do furto, Marisa comprou uma calça e pagou com cartão de crédito. Segundo a denúncia, nem todas as peças de roupas furtadas foram recuperadas e o prejuízo ficou entre R$ 300 e R$ 400.

SEGUNDA INSTÂNCIA
As rés recorreram da sentença em primeira instância, porém, o recurso foi negado pelo TJ-SP, que manteve a decisão e determinou a expedição do mandado de prisão após condenação em segunda instância.

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