José Antonio da Cruz é empreendedor e gestor em desenvolvimento pessoal, dirigente na Associação Beneficente Amigo Germano, em Catanduva. Descreve esta Face Espírita para publicação na Folha da Região

José Antonio da Cruz: Evangelho, o equilíbrio do coração!

Feliz do lar que cultiva e aplica, em seu ambiente doméstico, as orientações ricas e seguras contidas no Ensino Moral do Cristo. No mundo de hoje estamos expostos a uma série de cobranças, sendo que muitas têm por objetivo nos distrair da nossa real situação: de que somos espíritos criados para eternidade, destinados à felicidade. Por cultuarmos uma sociedade imediatista, em que exigimos tudo à nossa maneira e no menor espaço de tempo possível, os valores do Evangelho vão ficando, muitas vezes, em segundo plano.

Ao assumirmos esta postura, vamos deixando de investir no ser, com a justificativa de estarmos muito ocupados com as conquistas do ter. Sim! O ter, tão necessário ao nosso dia a dia, visto que – por estarmos em um mundo material – devemos cumprir com os deveres de manutenção e sustentação que nos compete, uma vez que o progresso é lei que se cumpre em todos os globos.

Interessante notar que é possível observar um grande número de seres desfrutando de alta soma bancária, no entanto, ausentes de paz íntima. Paz que só vamos conquistar na medida em que formos amadurecendo espiritualmente.

Joanna de Ângelis nos orienta: "(...) Cristo, porém, quando se adentra pelo portal do lar, modifica a paisagem espiritual do recinto. As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os tóxicos nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao suave-doce contágio do Seu amor e se modificam as expressões da desarmonia e do desconforto, produzindo natural condição de entendimento, de alegria, de refazimento. Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor". (Livro “Florações Evangélicas”, capítulo 3/Cristo em Casa, médium Divaldo Pereira Franco).

O fato de termos Jesus nos lábios, ou até mesmo reproduzir suas máximas com exatidão, não significa que o temos exercitado no coração. Tais ensinos, para serem realmente postos em prática, precisam antes fazer parte dos nossos pensamentos, palavras e atos, de modo lógico e com a luz do bom senso.

Pode estar aí tal dificuldade, ou um dos motivos que apoia nossas inúmeras justificativas em deixarmos sempre para depois o exercício constante que nos foi indicado: "Buscai primeiramente o Reino e sua Justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas...". (“O Novo Testamento”, Mateus 6: 33).

Desse modo, todo aquele que se candidata a ser um agente de transformação, buscando tornar melhor o espaço onde habita, deve antes começar modificando a si mesmo, a fim de conhecer o que ainda abriga em seu íntimo.

O ponto que determina nossa real mudança é o agora; não importa por quantos caminhos tortuosos tenhamos trilhado: nenhum de nós é deserdado pelas leis divinas, leis que carregamos em nossa consciência, garantindo a fatalidade de nossos destinos, rumo à felicidade plena.

Jornada longa, não? Que tal então começarmos pelo começo, decidindo hoje por equilibrar o coração com os valores do Evangelho. Mãos à obra!

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