Gonçalves e Andresa viveram juntos por 5 anos, mas relacionamento tinha acabado havia bastante tempo

Júri condena pedreiro que matou mulher em Araçatuba

Réu alegou surto psicótico, mas não convenceu

O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou o pedreiro Ricardo de Lima Gonçalves, 32, a 13 anos e quatro meses de prisão pela morte da ex-companheira dele, Andresa de Oliveira Lopes, 33. O crime ocorreu em 21 de setembro de 2015, no bairro Etemp. Na ocasião, o réu alegou ter matado a vítima durante surto psicótico e disse que não se lembrava do ocorrido.

O julgamento aconteceu na quarta-feira (6), no Fórum de Araçatuba, e o juiz Sérgio Ricardo Biella não concedeu a ele o direito de recorrer da sentença em liberdade. O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Danilo Orlando Pugliesi e a defesa do réu feita pelo advogado Jaime Bianchi dos Santos.

Segundo a denúncia do MP, o casal conviveu por cerca de cinco anos, mas o relacionamento tinha acabado havia bastante tempo. Apesar disso, dias antes, as partes se encontraram e mantiveram relação sexual.

Na madrugada de 21 de setembro, Gonçalves foi até a casa da vítima armado com uma faca. Ele esperou a mulher chegar e questionou se ela havia mantido relação sexual com ele por vingança, já que seria portadora do vírus da aids.

Em seguida, sacou a faca e passou a golpear a vítima, que teve várias lesões pelo corpo, e depois fugiu. Exame necroscópico apontou que em virtude dos golpes, a cabeça de Andresa ficou presa ao corpo apenas por parte da pele.

CONFESSOU
Passado o período do flagrante, o réu se apresentou à polícia acompanhado de um advogado e confessou a autoria de crime, alegando ter matado a vítima durante surto psicótico. Ele confirmou ter encontrado a ex-companheira no domingo anterior ao crime em um bar e disse que foram até a casa dela.

Quando estavam na frente da residência, ela teria debochado dele, o que o fez perder o controle, pois estava passando uma fase depressiva e tomando remédios controlados, além de ter ingerido bebida alcoólica.

O réu disse ainda não recordar de nada do que fez, nem mesmo como deixou o local, só voltando a si quando bateu com o carro na cerca de uma propriedade em uma estrada à margem da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463). A faca, que alegou ser uma ferramenta de trabalho, não foi localizada pela polícia.

Apesar de ter sido liberado após ser ouvido, Gonçalves teve a prisão preventiva decretada pela Justiça em fevereiro do ano seguinte, foi preso no começo de março e aguardava julgamento na cadeia.

O réu foi denunciado por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel por ser mulher, o que caracteriza violência doméstica e familiar. A defesa tentou convencer os jurados que ele agiu sob violenta emoção, mas os argumentos não foram reconhecidos, ocorrendo a condenação de acordo com a denúncia.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.377788

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook