Júri condena homem por tentativa de homicídio em Araçatuba

O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou a 2 anos de prisão, por tentativa de homicídio, Paulo Gomes de Carvalho, denunciado por tentar matar a tiros outro homem, em fevereiro de 2016. O crime aconteceu nas imediações do quilômetro 45 da estrada vicinal Caran Rezek, em Araçatuba.

Atendendo pedido do Ministério Público, os jurados também condenaram o réu a mais um ano de reclusão por porte ilegal de arma de fogo. Como ele estava preso desde o crime, o juiz Sérgio Ricardo Biella, autor da sentença, determinou o cumprimento da prisão no regime aberto.

Consta na denúncia que Carvalho cedeu dois cômodos para a vítima morar e no dia do crime, foi à casa da mãe dela, de moto, e pediu os cômodos de volta. Como a vítima disse que não desocuparia o imóvel, teve início uma discussão. Durante a briga, Carvalho sacou um revólver calibre 38 que trazia na cintura e atirou. A vítima foi atingida no lado esquerdo do peito, socorrida por vizinhos e recebeu atendimento médico. O réu fugiu com a moto.

Após denúncia, a polícia foi à chácara que o réu possuía na estrada vicinal Caran Rezek. Ele não estava no local, mas debaixo de um colchão de um dos quartos foi apreendida uma espingarda calibre 32, municiada com um cartucho intacto. Em uma gaveta da cômoda havia nove cartuchos intactos do mesmo calibre.

Carvalho foi encontrado posteriormente, trafegando pela estrada, e tentou fugir, mas perdeu o controle de direção e caiu com a moto. Ele confessou a tentativa de homicídio e estava com o revólver usado no crime. A arma estava carregada com quatro cartuchos intactos e um deflagrado. No bolso da bermuda dele havia mais duas munições intactas.

DENÚNCIA
O réu foi denunciando por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e aguardou julgamento na cadeia. Durante o júri, o promotor Adelmo Pinho pediu para os jurados afastarem a qualificadora e condená-lo por tentativa simples de homicídio e pela posse de arma de fogo.

A defesa alegou as teses de legítima defesa, de homicídio privilegiado e pediu a desclassificação para o crime de lesão corporal. Porém, os jurados acataram os pedidos do Ministério Público e condenaram o réu, que poderá recorrer da sentença. A Promotoria não recorrerá.

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