Júri condena homem a 20 anos e meio de prisão por homicídio em Araçatuba

Adriano André de Souza foi condenado a 20 anos, 6 meses e 25 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Araçatuba, por ter assassinado o lavrador Roberto Morales da Silva, 33 anos. O crime aconteceu em maio de 2014 e o julgamento foi na quarta-feira (17), no Fórum de Araçatuba. O réu estava preso e não terá o direito de recorrer em liberdade.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por vingança. Consta que Morales teria participado do assassinato de Jairo César Severino, ocorrido em outubro de 2010. A vítima era irmã de Igor Antônio Venâncio e amiga de infância de Souza, condenado agora.

O crime teria motivado a dupla a planejar a morte de Morales. Ainda de acordo com a denúncia, Venâncio idealizou o assassinato e ofereceu a arma utilizada por Souza para matá-lo.

BAR
No início da noite de 9 de agosto de 2013, o réu foi até um bar no cruzamento da rua Afrânio Francisco Riul com a Joaquim de Souza, no bairro São Rafael. Ele viu a vítima sentada em uma cadeira no estabelecimento, acompanhado de outra pessoa, aproximou-se, disse "vai segurando aí", sacou um revólver e disparou várias vezes.

Morales levou oito tiros em várias partes do corpo, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a denúncia, após o crime, o réu foi até a casa de Venâncio, onde os dois foram encontrados juntos pela Polícia Militar. 
Em matéria publicada pela Folha da Região na época consta que após Morales ser morto, a companheira dele, que estava grávida de oito meses, passou mal e teria entrado em trabalho de parto. A vítima deixou outras duas filhas de relacionamento anterior.

ACUSAÇÃO
O Ministério Público, representado pelo promotor Adelmo Pinho, pediu a condenação do réu por homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa tentou convencer os jurados de que não havia prova da autoria do crime, mas eles acataram a denúncia da íntegra.

Ao proferir a sentença, o juiz Pedro Siqueira de Pretto levou em consideração que o réu atirou em local público, de grande concentração de pessoas e que possui maus antecedentes.

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