Inadimplência cai 7,2% em Araçatuba em janeiro

Araçatuba iniciou 2017 com redução no cadastro dos consumidores araçatubenses nas listas de devedores, ao mesmo tempo que mais moradores da cidade conseguiram limpar o nome. O registro de inadimplência em Araçatuba recuou 7,2% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, apontam dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O índice supera a queda de 4,2% estadual e de 1,9% nacional, no mesmo período. A negativação recuou ainda 4,4% na região administrativa em janeiro deste ano, em relação ao primeiro mês de 2016. Ao mesmo tempo, a recuperação de crédito subiu 8,9% em Araçatuba. Também um índice superior ao regional (8,1%), paulista (6,5%) e brasileiro (2,7%).

CRISE
Os números refletem principalmente a retração no volume de compras, avalia o economista da Boa Vista SCPC, Yan Nonato Cattani. "O brasileiro diminuiu o consumo devido à crise e, por consequência, deixa de fazer dívidas." Ele acredita ainda que há uma conscientização por parte do consumidor sobre as dificuldades trazidas pela inadimplência.

Cattani observa que o comportamento do brasileiro mudou nos últimos anos, principalmente em relação a períodos como 2012, em que a concessão de créditos facilitada teve como reflexo o aumento dos devedores. "Com a crise, o consumidor ficou mais cauteloso aos efeitos da negativação", afirma. Segundo ele, os atrasos nos pagamentos das contas são comuns, mas não os que superam 90 dias.

Conforme Cattani, o bom índice na recuperação de crédito em Araçatuba deverá ajudar a aquecer o consumo juntamente com a melhora da economia, prevista para este ano. O economista acredita que o aprendizado durante a crise deixou o consumidor mais moderado em relação a se endividar. Indicadores comprovam essa mudança de atitude, de acordo com ele. A demanda por crédito em 2017 ficou 1,9% abaixo da observada no mesmo mês de 2016, acumulando uma queda de 9,2% em 12 meses.

ORIENTAÇÕES
Quem ainda não conseguiu limpar o nome, pode começar a se organizar para pôr as contas em dia, criando tabelas que acompanhem suas despesas e receitas, diz o economista. Ele orienta o devedor também a procurar credores para negociar.

"O consumidor tem que entender que para o credor também é ruim que ele não pague. Se ele não conseguir quitar a dívida, porque sua realidade não comporta o valor do pagamento, ele pode procurar o credor e dizer que quer arcar com o que deve, mas não consegue da forma como ele está sendo cobrado."