Improbidades

Casos citados não são únicos, não serão os primeiros e nem os últimos a serem investigados

O que a compra de arquivos deslizantes pela Câmara Municipal de Araçatuba e a construção do estaleiro Rio Tietê têm em comum? A grosso modo, nada seria a resposta correta. Seria. Não fossem as investigações por supostas fraudes ocorridas em ambos os casos. Fraudes, improbidades e enriquecimento ilícito. São palavras que definem o porquê da ruína do País.

Os casos citados no início deste editorial não são únicos, não serão os primeiros e nem os últimos a serem investigados. Diversos políticos ou procedimentos realizados pelos entes públicos estão sendo questionados, judicialmente, causando mobilização popular e revolta de grande parte dos brasileiros. 

Os brasileiros terão, neste ano, novamente, a chance de definir os rumos do País nas eleições presidenciais. Espera-se que relembrem os fatos da história recente, pois a primeira presidente mulher que o Brasil teve sofreu impeachment. Está na hora de votar com consciência para evitar que más escolhas reflitam na vida de todos. O voto é sagrado e é o único meio capaz de provocar mudanças, juntamente com a participação efetiva, politicamente falando. Uma população desarmada, em todos os sentidos, é o que se vê hoje pelas ruas. Poucos movimentos tentam articular algumas cobranças, mas efetivamente, não se vê muitos resultados, pois, na calada da noite, sempre se vê políticos tentando, ardilosamente, ir contra os anseios populares.

Enquanto não houver consciência de coletividade, casos de improbidade serão os mais vistos nos meios de comunicação. Aos políticos, é preciso deixar uma mensagem clara nas urnas: não reelegeremos profissionais da política, que não trabalham e vivem às custas do dinheiro do povo, cobrando propinas e agindo com improbidade com todos.

Se esta mensagem não for entregue a tempo, o Brasil continuará um País em crise, guiado, principalmente, por aqueles que delegam seus poderes a quem não tem “ficha limpa” e, muito menos, vontade de governar pelo povo. Enquanto os próprios políticos fizerem as leis que os proíbem ou permitem, continuarão existindo maneiras de burlar ou tentar, assiduamente, o sistema. Saúde, educação e infraestrutura, tudo demanda licitações que acabam sendo fechadas por preços absurdos, sendo fraudadas com o direcionamento de editais e a criação de empresas única e exclusivamente para a participação nestas concorrências, apenas exemplificando duas práticas muito comuns.

Segundo o dicionário, improbidade é sinônimo de desonestidade, ação má, perversa; maldade, perversidade. Sendo assim, ímprobos são aqueles que não são honestos, ou seja, os desonestos. Quantas e quantas ações de improbidade serão necessárias para que o povo não vote por cabresto ou em troca de favores? Atos de improbidade devem ser condenados e seus praticantes, presos e banidos da vida pública por colocarem em risco a vida da coletividade.

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