Bernardo recuperou parte da visão com estimulação precoce

Hospital Ritinha Prates tem vagas ociosas para deficientes visuais

O atendimento a pacientes com problemas visuais está ocioso no CER (Centro Especializado em Reabilitação), serviço do SUS (Sistema Único de Saúde) coordenado pela Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates. Por mês, o centro tem capacidade para atender 150 pessoas de Araçatuba e região, mas, no ano passado, uma média de apenas sete pacientes foi tratada mensalmente.

Independentemente do número de pessoas encaminhadas ao serviço, a associação recebe do governo federal R$ 60 mil por mês para tratar pacientes com cegueira e problemas severos na visão. O coordenador do CER, Marcos Adriano Mantovan, diz que a ociosidade ocorre por falha na comunicação das secretarias de saúde dos municípios da região.

“Notamos que muitos atendimentos não são feitos, pois a informação demora a chegar até o paciente. E, quando chega, o encaminhamento não ocorre da forma correta, que começa nas unidades básicas de saúde da região até a Secretaria de Saúde de Araçatuba”, explica Mantovan, ao ressaltar que, desde o início do serviço, em agosto de 2015, o CER desenvolve trabalho com a Secretaria de Saúde de Araçatuba e o DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) para melhorar o entendimento dos gestores. “Sabendo melhor do processo e alinhando os procedimentos, mais pessoas serão atendidas.”