Cheques, dinheiro e celular apreendidos durante cumprimento a mandado de busca e apreensão

GOE apreende dinheiro e cheques com suspeito de agiotagem em Araçatuba

Polícia chegou até ele após prisão de traficante

Equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Araçatuba apreenderam, nesta terça-feira (14), 28 cheques pré-datados e R$ 2.400 em dinheiro em uma residência dentro de um condomínio de casas de alto padrão da cidade. O morador é um homem de 38 anos, suspeito da prática de agiotagem, que é o empréstimo de dinheiro a juros excessivos, juros superiores aos legalmente permitidos em lei.

Os investigadores foram até o imóvel em cumprimento a mandado de busca e apreensão judicial, pois havia denúncia de que o morador teria relação com o tráfico de drogas, agiotagem e posse de arma de fogo.

Durante a vistoria, foram encontrados os cheques pré-datados, entre eles, três em nome de um vereador de Araçatuba, cujo nome não foi divulgado pela polícia, o dinheiro e um aparelho celular, que foi apreendido para perícia.

TRÁFICO
Segundo a polícia, ao ser questionado, o morador a admitiu que faz agiotagem. Ele passou a ser investigado após a prisão de um homem de 32 anos, considerado um dos maiores traficantes de drogas de Araçatuba, realizada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) no dia 1º deste mês no bairro Ouro Preto. Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente dez quilos de maconha e R$ 2.490 em dinheiro.

A investigação feita pela Delegacia Seccional de Araçatuba apontou que esse preso tinha um imóvel no bairro Vila Alba, que foi alugado do suspeito de agiotagem. Na semana passada investigadores do GOE estiveram nessa residência, realizaram buscas, mas nada de irregular foi encontrado.

Na ocasião, as equipes também realizaram buscas em um rancho no condomínio Paquetá, à margem do rio Tietê, de propriedade do investigado por agiotagem. Apesar de nada de irregular ter sido encontrado, havia uma perfuração por disparo de arma de fogo na janela de um dos quartos.

PERÍCIA
No início da tarde desta terça-feira, foi realizada perícia nesse rancho e localizado um projétil alojado em um degrau da escada de madeira que leva à parte superior do imóvel. O material foi apreendido e será periciado para tentar identificar a arma utilizada para dispará-lo.

Na delegacia, o investigado disse que decidiu se mudar para o condomínio na área urbana de Araçatuba após os disparos feitos contra o rancho dele. Ele, inclusive, admitiu que comprou uma arma de fogo e disse que está providenciando as devidas licenças para o registro.

Na casa dele, a polícia apreendeu o pedido em nome dele de uma pistola Taurus calibre 380 e a cópia de um laudo psicológico. A arma não foi localizada.

Após ser ouvido, o investigado foi liberado, mas deve responder pelo crime contra a economia popular, que prevê pena de detenção de seis meses a dois anos. Se a investigação concluir que houve crime contra o Sistema Financeiro Nacional, ele também poderá responder por esse crime, cuja pena varia de dois a oito anos de reclusão e multa.

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