Bois estavam quase pronto para o abate; em todos os materiais coletados havia toxinas botulínicas

Exames confirmam morte de bois de araçatubense por botulismo

Foram mais de mil animais; prejuízo é de R$ 2 milhões

Com base em amostras de silagem de milho, a Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul) confirmou a causa da morte dos 1.100 bovinos em uma fazenda do Estado pertencente a um pecuarista araçatubense na última semana: botulismo. Em todos os materiais coletados havia toxinas botulínicas tipo C e D. 

A informação foi divulgada no site da revista Globo Rural. “A presença destas toxinas no alimento dos animais, somada à investigação clínico-epidemiológica realizada na propriedade rural, permite a conclusão do caso com o diagnóstico de botulismo”, diz a nota técnica da entidade divulgada nesta sexta-feira (11).

O Iagro ressalta, portanto, que o caso não oferece risco de contágio a outros rebanhos, já que se trata de uma intoxicação alimentar. “A bactéria produtora da toxina, está normalmente presente no ambiente e depende de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, tais como matéria orgânica, alta umidade e anaerobiose, o que pode ser evitado com boas práticas e cuidados na formulação, conservação e armazenamento dos alimentos a serem fornecidos aos animais”, diz o Iagro. Apesar da confirmação da suspeita, a investigação sobre o caso continuará com novos exames laboratoriais.

PROVIDÊNCIAS
O prejuízo estimado da 7 Pecuária, dona do rebanho, que estava quase pronto para o abate, é aproximadamente R$ 2 milhões. O proprietário, Pérsio Airton Tozzi, informou por meio de nota que "todas as providências pertinentes foram tomadas, em irrestrita obediência ao Iagro e à Delegacia Federal de Agricultura, enterrando os animais em valas de 4 metros de profundidade". 

De acordo com o produtor, todos os animais da sua propriedade tinham sido vacinados contra botulismo. O diretor-presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, explicou que a vacina não é obrigatória como a da febre aftosa e trata-se de uma "recomendação técnica". Segundo ele, mesmo vacinados, os animais não estão livres de contrair a doença, dependendo no nível de contaminação a que foram expostos. (Com informações da Agência Estado)

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