Rosvel (esq.), que é presidente da escola de samba Virada do Sol, e Hélio Consolaro

Ex-secretário de Cultura rebate críticas de carnavalesco

Consolaro diz que sempre deu suporte para escola de samba

Após ser alvo de críticas do presidente da escola de samba Virada do Sol, Rosvel Menezes, em entrevista publicada pela Folha da Região no último dia 28, o ex-secretário municipal de Cultura Hélio Consolaro defendeu a gestão do ex-prefeito Cido Sério (PT), da qual fazia parte. 

De acordo com Consolaro, o despejo da agremiação de sua antiga quadra, onde hoje funciona o serviço do Atende Fácil, não foi ordem da gestão petista, mas do governo Marilene Magri Marques, antecessor. “Nós não queríamos isso e fizemos de tudo para não colocá-lo na rua, mesmo que o lugar fosse precário e não atendesse às necessidades dele”, explica o ex-secretário. 

Ele conta que, durante o processo de retirada, soube que a Prefeitura possuía um imóvel no bairro São José e, então, ofereceu o espaço para Rosvel e sua equipe, sendo aceito. Na matéria, Rosvel alega que o local não conta com energia elétrica, o que é confirmado pelo ex-secretário. 

“A questão da falta de luz é que aquela casa tinha sido ocupada por terceiros e a conta de luz era grande. Tentamos fazer com que a Prefeitura pagasse, mas não era possível. Embora a casa fosse da Prefeitura, a luz estava na conta de terceiro e quem deveria ter pago essa conta era o responsável anterior, ou o Rosvel. Como eles não tinham dinheiro, ficou aquela coisa pendente”, explica. “Todos os recursos que eram repassados para as demais escolas também iam para a Virada do Sol.” 

CONSÓRCIO
O ex-secretário relembra o episódio dos recursos oferecidos pelo Consorcio Intermunicipal Culturando, gerido pelo Ministério da Cultura em parceria com prefeituras do Estado. “Houve uma inscrição de todas as entidades que queriam participar do Ponto de Cultura. Ele (Rosvel) não se inscreveu. Acho que ele não acreditou no projeto, achou que era bobagem. As outras se inscreveram. Logicamente, precisava de uma série de documentos. Nisso, oito pontos de cultura foram definidos, sendo que dois deles foram escolas de samba”, detalha o ex-secretário. 

Ele explica que, numa “repescagem” do consórcio, “quatro ou cinco pontos de cultura extra foram oferecidos”. “Ele (Rosvel) fez a inscrição meio rápido, mas, pelo fato de já haver duas escolas de samba e a cidade contar com oitos pontos de cultura, os recursos do consórcio foram para cidades que não tinham nada.”

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