Evandro Everson Santos é economista formado pela FAC-FEA (Faculdade da Fundação Educacional de Araçatuba) e PM aposentado

Evandro Everson Santos: Custo x benefício

Excelente entrevista, publicada nesta Folha da Região, (19/03), na coluna Sua Saúde (Caderno Vida), com o título: "Fisioterapia ajuda a garantir mobilidade", abordando tema relevante sobre a qualidade de vida dos idosos. Não é mais uma simples constatação, mas sim um fato que a população mundial está envelhecendo rapidamente. Preocupam as projeções demográficas, nas quais comunidades científicas preveem que até o ano de 2020 a população de idosos brasileiros será de mais de 26,3 milhões, representando quase 12,9% da população.

Com certa morosidade, iniciativas de políticas públicas voltadas ao bem-estar de idosos brasileiros ainda são incipientes. Mas há boas notícias também. Conquista significativa como da longevidade fez com que essas comunidades, compostas por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, economistas e outros acadêmicos, se interessassem sobre o impacto desse fenômeno.

Há estudos bem elaborados, como a dissertação do mestre em Economia Política, Jorgemar Soares Félix, intitulada "Economia da Longevidade: uma revisão da bibliografia brasileira sobre o envelhecimento populacional". A dissertação é voltada para a área de Economia da Saúde e tem o objetivo de auxiliar políticas públicas nas áreas econômica, social, psicológica e, sobretudo, no campo da saúde. 

Com entendimento antagônico, o Banco Mundial enxerga o fenômeno da longevidade apenas com olhos fiscalistas, alertando tão somente para seus impactos nos gastos públicos, especialmente no sistema previdenciário. O que é rejeitado veementemente pela dissertação, e enumera, entre outros argumentos econômicos, um particularmente interessante à Economia da Saúde: cuidar de uma população idosa saudável é diferente de cuidar de uma população doente.

Dentre vários ensaios, teses e pesquisas importantes sobre o tema, recentemente o Instituto de Longevidade Mongeral/Aegon em parceria com a FGV/EAESP – Escola de Administração de Empresas de São Paulo, lançou o 1º Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (2017).

Analisa 498 cidades brasileiras com base em métricas relativas à capacidade das cidades para atender às necessidades básicas de vida da população idosa. O relatório, considerado mais que um ranking, distribui as cidades entre as 150 com maior população, e 348 cidades com menos de 100 mil e ao menos 50 mil habitantes. Baseado em sete variáveis obtidas a partir de métricas relativas às 498 cidades participantes, que são os Indicadores gerais, Cuidados de saúde, Bem-estar, Finanças, Habitação, Educação e trabalho e Cultura e engajamento.

Araçatuba, entre as 150 maiores cidades, está na 25ª posição, ficando atrás de São José do Rio Preto (5ª), Presidente Prudente (12ª), Bauru (14ª) e Marília (22ª). Entre as consideradas pequenas (100 mil/50 mil hab.), estão Lins, que conquistou a 3ª posição, Fernandópolis (4ª), Tupã (5ª) e Penápolis (58ª). O objetivo do relatório é colaborar para a ampla disponibilidade de informações inteligíveis acerca da qualidade de vida nas cidades brasileiras. Isso orienta a tomada de decisão dos governos e das empresas privadas na formulação de políticas públicas e sociais. Afinal, chegar à terceira idade com muita saúde e dignidade para viver, indiscutivelmente, é o que desejamos para nós todos.

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