Rebelo assinalou que o movimento de independência é pacífico, não tem como objetivo uma luta armada

Em visita a Araçatuba, líder de movimento defende tornar SP um país

Proposta tem apoio de liderança local; PARTICIPE DE ENQUETE

Neto de pernambucana e filho de pai carioca, o presidente do movimento São Paulo Livre, Flávio Rebelo, defende que o Estado de São Paulo consiga a independência do Brasil e se torne um país (participe de enquete no final do texto). Ele esteve em Araçatuba na última sexta-feira (8), onde participou de um jantar em sua homenagem, patrocinado pelo Ilan (Instituto Liberal da Alta Noroeste), em que pôde também explanar um pouco das suas ideias. 
 
O presidente do Ilan, o empresário Rodrigo Andolfato, foi convidado a ser executivo-chefe do EPI (Empresários Pela Independência), grupo dentro do São Paulo Livre, da alta noroeste paulista. 
 
IDEIA ANTIGA
Segundo Rebelo, a ideia de separação de São Paulo do resto do País não é nova e nem começou com a chamada Revolução Constitucionalista de 1932, quando paulistas pegaram em armas para combater a ditadura de Getúlio Vargas. 
 
Ele cita a Guerra dos Emboabas (1707-1709) como um exemplo disso. Rebelo disse que entre 1887 e 1888 foram travados debates em jornais paulistas sobre a independência e que figuras históricas, como o escritor Mário de Andrade, foram separatistas. 
 
'PAULISTUDE'
De acordo com o presidente do São Paulo Livre, querer a independência não quer dizer que o movimento é contra o Brasil ou brasileiros. Ele comentou que não é uma questão racial, até porque não existe “raça brasileira”. Mas trata-se de uma cultura paulista, que é diferente de outros Estados. 
 
“Nós temos ‘paulistude’. Diferente do ‘jeitinho brasileiro’, que é a brasilidade. A ‘paulistude’ é valorizar o trabalho para crescer. A diferença vem da nossa história”, afirmou Rebelo, que ressaltou que o termo “paulista” é 38 anos mais antigo que o “brasileiro”. 
 
Conforme Rebelo, também não vai haver expulsão ou proibição da entrada de imigrantes ou migrantes. “Se fizer isso, não vai sobrar ninguém”, afirmou Rebelo. “Se a pessoa quiser vir para trabalhar, vamos estender um tapete vermelho para ela. Mas para vagabundos, bandidos e quem quer viver encostado, São Paulo não será o lugar. Nem para quem é daqui”, comentou.
 
PACÍFICO
Rebelo assinalou que o movimento de independência é pacífico, não tem como objetivo uma luta armada, e não é crime, pois o governo não pode impedir alguém de defender um pensamento. 
 
Uma das vantagens de São Paulo se tornar independente, segundo Rebelo, é que, logo no início, o novo país seria a 16ª maior economia do mundo. Já Araçatuba seria uma das maiores cidades do país e não mais uma entre milhares de outras. (Ronaldo Ruiz Galdino)

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'PERISCÓPIO'

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