Maluly toma banho durante solenidade de inauguração de sistema construído durante sua gestão

Em inauguração, Maluly tomou banho com água captada do rio Tietê

Ex-prefeito cumpriu promessa em solenidade

Em 10 de dezembro de 2005, o então prefeito Jorge Maluly Neto (2001-2008) cumpriu a promessa de tomar banho nas águas captadas do rio Tietê por meio de um sistema construído durante sua gestão. “É com muita alegria que cumpro a missão de trazer água do Tietê para Araçatuba”, disse ele, na ocasião. 

A obra começou em 2002 e foi realizada pela empreiteira OAS, vencedora da licitação, que hoje está enrolada até o pescoço na Operação Lava Jato. Na época, o sistema de captação de águas do Tietê foi avaliado em R$ 21 milhões. Araçatuba foi o primeiro município a captar água diretamente no rio. A iniciativa teve como objetivo resolver o problema da falta de abastecimento da cidade. 

O secretário de Planejamento na época, Ernesto Tadeu Consoni, que atualmente ocupa a mesma função no governo Dilador Borges (PSDB), contou que tudo começou com uma emenda parlamentar deixada pelo próprio Maluly, quando ele era deputado federal. “Era um valor muito grande para o município, de R$ 10 milhões”, comentou Consoni. 

Ele se recorda que Maluly dizia, na época, que Araçatuba poderia até vender água para os outros municípios. Para Consoni, o município passaria por uma situação crítica de falta de água se o sistema de captação de água do rio Tietê não tivesse sido construído. “O problema da água é sério. Municípios vão sofrer com a falta dela, principalmente os que estão além do aquífero Guarani”, afirmou o secretário. 

FACÃO
Tempos depois daquela festa, em 2008, Maluly foi cassado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em processo de improbidade administrativa no episódio conhecido como “caso Banco Interior”. Quem assumiu em seu lugar foi a vice-prefeita Marilene Magri, que ficou no cargo até o fim daquele ano. 

O principal feito de Marilene foi fazer o que poucos gestores têm coragem: cortar cargos comissionados. Só no primeiro dia de seu mandato, ela exonerou sete funcionários indicados por Maluly. Seu líder de governo na Câmara na época, o ex-vereador Marcelo Andorfato (sem partido) disse que a ex-prefeita valorizou o servidor efetivo. “Houve bastante economia e ela deixou dinheiro em caixa ao sair da Prefeitura”, contou Andorfato. 

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