Divaldo Pereira Franco é reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas do mundo, aos 90 anos. Cofundador do Centro Espírita Caminho da Redenção e da Mansão do Caminho, em Salvador (BA), com atendimentos a milhares de doentes e necessitados

Divaldo Pereira Franco: Ainda a gentileza...

Nestes dias agitados – ricos de desencanto, de ansiedade, de loucura – é perfeitamente válido que voltemos a reflexionar em torno de valores morais e comportamentais que vão ficando à margem...

A perda de valores ético-morais e a ausência de respeito pelo próximo vêm transformando a nossa sociedade em diversas tribos de seres primitivos, que se caracterizam pela agressividade e pelo exacerbado egoísmo.

Não se respeitam os direitos do outro, não se obedecem às leis, escasseiam os gestos de civilidade e quase todos somos consumidos pelo espírito de autodefesa, como se pertencêssemos a etnias diferentes que se detestassem.

Discute-se mais do que se conversa e, armados, não perdemos a oportunidade de um desforço, mesmo quando o motivo não é credor da mínima consideração.

Recordo-me de um fato curioso em que fui envolvido. Caminhava tranquilamente por uma das nossas ruas, quando fui atropelado literalmente por um esportista que corria no passeio fazendo cooper. Chocou-se comigo, porque a sua atenção estava na música que ouvia com audífonos modernos. Bati na parede e, quando me recuperei e olhei para o cidadão, ele se encontrava quase em fúria porque perdera o ritmo a que se entregava.

Não me permitindo perturbar, disse-lhe: Desculpe-me, porque estava à sua frente. De outra vez terei muito cuidado, a fim de não ser atropelado. E sorri.

O pseudoatleta desconsertou-se e pediu-me desculpas, reconhecendo-me e perguntando-me: Você não é o Divaldo Franco?

– Sim, respondi-lhe.

E ele, eufórico, concluiu: É um grande prazer conhecê-lo pessoalmente. Eu também sou espírita... Fiquei imaginando se ele, sendo espírita, encontrava-se tão agitado, como seria se não adotasse uma doutrina de paz e solidariedade como é o Espiritismo.

Nunca será demais uma atitude gentil, compreensiva e fraternal.

O cansaço que toma grande número de pessoas é mais agitação e ambição de triunfos vazios, na existência sem sentido, do que resultado de ações nobilitantes. Necessitamos de reflexionar em torno do sentido da nossa existência na Terra e buscar viver conforme os padrões do equilíbrio e da harmonia interior.

Há poucos dias o Papa Francisco declarou, com severidade, que a missa era um culto respeitável, que exigia concentração e não algo turístico para fotografias...
A falsa necessidade de aparecer como triunfador, realizado nas redes sociais, agride e aturde os vencedores de mentira.

Gentileza para com eles e com todos: um semblante suave, um sorriso afável, um aperto de mão, um muito obrigado e uma saudação constituem pequenos gestos de vida saudável. E, igualmente, ser gentil consigo e evitar intoxicar-se pela ira são recursos para a sociedade melhor.

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