Therezinha ocupava o posto de corregedora regional até a eleição desta quarta-feira

Desembargadora Therezinha Cazerta, de Araçatuba, é eleita presidente do TRF3

Tribunal é responsável pelos Estados de SP e MS

A desembargadora federal Therezinha Cazerta, de Araçatuba, foi eleita nesta quarta-feira (6) pelo Pleno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) para a presidência da Corte (que abrange os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul) no biênio 2018-2020. Para o cargo de vice-presidente foi escolhido o desembargador federal Nery Júnior e, para corregedor regional, o desembargador federal Carlos Muta. A data da posse ainda não foi divulgada.

Atual corregedora, Therezinha irá assumir o posto ocupado por Cecília Marcondes, que presidiu o TRF-3 nos últimos dois anos.

Filha do casal Vera Astolphi e Savério Cazerta, Therezinha fez o primário na Escola Estadual José Cândido e o colegial na Manoel Bento da Cruz", quando ainda era chamada de IE. Ela é bacharel pela Faculdade de Direito de Araçatuba, do Instituto Toledo de Ensino (hoje Unitoledo), e pós-graduada em direito penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e em direito público pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Therezinha ingressou na magistratura federal em 1988 e dez anos depois foi promovida a desembargadora federal do TRF3, ocupando atualmente o cargo de corregedora regional.

PANORAMA
Em entrevista ao site Consultor Jurídico, Therezinha falou sobre as irregularidades que mais encontrou no posto de corregedora. "Temos falta de cumprimento de prazos ou falta de certificação, ou de abertura de conclusão dentro do prazo, e também a regularização dos processos conforme as anotações eletrônicas, porque nós temos o acompanhamento eletrônico dos processos, mas os processos são físicos", afirmou. 

A araçatubense também traçou um panorama do processo digital ao mesmo site. "Vamos ter que conviver com essa realidade de vários sistemas funcionando ao mesmo tempo, e sistemas que não conversam entre si. O funcionário precisa de um treinamento, os sistemas são complexos, aprendizado demora um tempo, isso está sendo feito. Mas de novo a questão orçamentária dificulta, porque deveríamos ter equipes que fossem ao local de trabalho para dar o treinamento, que é muito mais efetivo, mas isso não é possível". (Com informações da assessoria do TRF3 e do site Conjur)

LINK CURTO: http://folha.fr/1.377599

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