Dengue: agentes sofrem resistência de moradores

Todos têm papel essencial na luta contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. A participação da população para o sucesso da operação é fundamental e os moradores precisam receber o agente de endemias e deixá-lo entrar em suas casas para que possa identificar possíveis focos e passar as orientações necessárias, evitando a proliferação.

No entanto, em alguns casos ocorridos em Araçatuba, as vistorias não são realizadas porque o morador não se encontra no imóvel ou simplesmente não permite que o profissional entre na casa para realizar o trabalho. Os agentes chegam a ser ofendidos.

DONA AMÉLIA
Na manhã da última segunda-feira (13), uma agente de endemias de 42 anos foi vítima de ofensa. Segundo o que a reportagem apurou, ela visitava residências do bairro Dona Amélia quando, ao bater palma em um imóvel, o morador não autorizou a entrada. Além disso, ele passou a gritar com a profissional e a xingá-la. Não seria a primeira vez que a agente passou pelo constrangimento.

Uma colega de serviço que estava próxima ouviu os gritos do morador e foi até a residência ajudar a companheira, além de um vizinho. A funcionária, que trabalha há cinco anos como agente, acionou a Polícia Militar e fará um boletim de ocorrência.

IMPORTÂNCIA
A coordenadora do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Araçatuba, Célia Taiacol, informou que a visita ao domicílio é importante porque o agente é capacitado para o trabalho e tem o olhar diferenciado para o serviço. "Todo profissional trabalha uniformizado. Ele identifica-se com crachá e RG, informa o motivo da visita, qual as ações que serão feitas no imóvel e pede que o morador o acompanhe no momento da visita", disse.

Ela acrescentou que, qualquer dúvida sobre o trabalho dos agentes, a população pode entrar em contato pelo telefone (18) 3636-1180.