Defesa não recorre e PM que matou estudante vai a júri popular

Hipótese para o crime é motivação passional: os dois mantiveram relacionamento amoroso com a mesma garota

A defesa do policial militar Vinícius Oliveira Coradim Alcântara, 22 anos, não recorreu da pronúncia e ele irá a júri popular pelo assassinato do estudante Diogo Belentani, 21, crime ocorrido em julho de 2017, em Araçatuba. De acordo com publicação no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a sentença de pronúncia transitou em julgado na última sexta-feira (11). Agora, caberá à Justiça de Araçatuba definir a data do julgamento, que será no Fórum da cidade.

O réu, que está recluso no presídio Romão Gomes, da Polícia Militar, em São Paulo, foi denunciado por homicídio qualificado por ter dificultado a defesa da vítima; por disparar arma de fogo em lugar habitado; e por fraude processual, pois o laudo pericial e relatos de testemunhas apontaram que ele alterou a cena do crime antes do socorro à vítima. As penas somadas podem chegar a 38 anos de prisão.

Na tarde de 15 de julho de 2017, a vítima e outros dois jovens estiveram com o réu na casa da avó dele, na rua Baguaçu, em Araçatuba, onde participaram de um churrasco. Durante a tarde, Alcântara teria atirado com a arma dele nos fundos do imóvel, por onde passa o ribeirão Baguaçu.

No início da noite, o Corpo de Bombeiros recebeu pedido de atendimento para vítima de suicídio e encontrou o estudante morto com um tiro no peito. O chamado foi feito por uma das testemunhas, que ao ser ouvida pela polícia, durante a investigação, revelou que mentiu a pedido do PM. Essa testemunha e o outro jovem que estava na casa contaram ter visto o réu com a arma em punho quando ocorreu o disparo.
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