<MC1>Diversidade de apresentações marca evento que acontece neste sábado

Dançando em Veneza

Escola apresenta espetáculo em Araçatuba, no Teatro Thathi COC

Das cortes da Itália renascentista, durante do século 15, até o seu desenvolvimento na Inglaterra, Rússia e França, o balé vem se mantendo como uma das danças mais requintadas e solicitadas em aulas e apresentações. Seguindo cronograma de encerramento de suas atividades, a Escola Léia Abreu, de Birigui, realiza neste sábado (18), a partir das 19h30, no Teatro Thathi COC, a apresentação “Dançando em Veneza”. 

A direção geral e artística é de Léia Abreu, professora de dança formada em Artes Cênicas pela USC (Universidade do Sagrado Coração) de Bauru e especialista em dança no Teatro da Praça (Araucária - PR) e Dança Moderna na UFPR (Universidade Federal do Paraná).
 
Neste ano, a escola realiza a nona edição do festival de encerramento, com as apresentações de danças árabes, Hip Hop, jazz, contemporâneo, tecido acrobático, além da participação de atores de Lins, que farão um desempenho no inicio da noite para recepcionar os espectadores. 

“Como é exigido que, para se formar bailarina clássica, a aluna ou aluno apresentem repertório, optamos por estender o Carnaval de Veneza do Grand pas de deux para a criação do ballet livre Dançando em Veneza, inserindo a coreografia do Grand pas nesse”, explica Léia. 

O Grand Pas mostra a personagem Satanella, que conhece um rapaz e se apaixona. Em cena, ela esconde, a princípio, sua identidade atrás da máscara, como é o costume dos carnavais venezianos, porém o rapaz tira a máscara no meio do Grand pas revelando o rosto de sua amada. “Inserido no contexto de Satanella, as outras turmas dançam dentro desse clima de máscaras e elegância que é o Carnaval em Veneza”, finaliza Leia. 

CICLO
Além das apresentações convencionais, a aluna Monique Ferreira, 16, encerra o ciclo de formação em balé clássico. Léia classifica esse momento como “gratificante”, e espera que o público se maravilhe com a grandiosidade da apresentação preparada. 

“Causa-me muita alegria e esperança ver que a arte continua abrindo portas e mostrando que é possível sobreviver dela. Mesmo no interior, a gente, até mesmo na nossa escola, abrir portas para os alunos nesse campo”, diz a professora, que conduzirá mais de cem alunos em palco, com idades a partir dos 3 anos. 

Para Léia, a crescente no movimento artístico do interior dá aos pais a segurança de que as artes “não são só um passatempo, mas uma parte do processo de formação da criança e adolescente”. A professora de dança diz que realiza um “trabalho pedagógico” em suas aulas, fazendo com que os alunos estudem e pesquisem sobre ritmos, estilos e se aprofundem no conhecimento histórico. Com isso, ela conseguiu obter a confiança dos pais na inserção dos filhos nas artes de dança e interpretação. 

“Quem faz arte tem um diferencial no mercado de trabalho. As pessoas que fazem teatro são mais seguras e expressivas, já quem faz dança tem maior confiança, percepção e melhora na autoestima”, destaca Léia.

PRÊMIOS
Neste ano, a escola de Léia participou de três importantes festivais, conquistando 19 prêmios. Foram 15 no Festival Promodança-SP, entre seletivas e finais; e dois em Ourinhos (SP), no Festival Yalodê Lattari, com duas coreografias selecionadas seletiva para Argentina. 

Na Argentina, as duas coreografias selecionadas conquistaram primeiro lugar no 23º Festival de Danzas Del Mercosur, na categoria Contemporânea e Danças Árabes. O desempenho “Dum Tek Tek” foi responsável por levar o prêmio de categoria dança árabe, encenada por Joice Rodrigues, enquanto “A prece” dominou a classificação contemporânea com coreografia de Marcelo Correa.

“Essa coreografia que ganhamos foi uma canção da Mercedes Sosa, e para que o trabalho fosse bem feito, trabalhos sobre ela. O motivo pelo qual ela é considerada a cantora que representa a America Latina, por que foi exilada. É um trabalho pedagógico amplo que estimula os alunos”, define Leia. 

LINK CURTO: http://folha.fr/1.373665

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