Fisioterapeuta Renata Ferreiro explica como é a fisio-neurológica

Conheça a fisioterapia neurológica

Reabilitação exige cuidados especializados

A reabilitação de pacientes com doenças neurológicas exige cuidados especializados devido às limitações que elas causam. Um atendimento direcionado ajuda a melhorar bastante a qualidade de vida dessas pessoas. Como todo resultado de tratamento, esse também depende de vários fatores, como a gravidade da lesão e a frequência de sessões.

Para entender um pouco mais sobre esse tipo de tratamento, conversamos com a fisioterapeuta Renata Ferreiro. Ela é de Birigui, formada pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Campinas e especializada em fisioterapia aplicada à neurologia, atuando na área na capital paulista e atualmente atende em clínica em Araçatuba.

Quais são os principais tipos de doenças neurológicas?
Existem as lesões encefálicas adquiridas, ou seja, aquelas que surgem por algum fator, podem ser definidas como quaisquer doenças que atingem o Sistema Nervoso Central, provocando distúrbios motores, sensoriais, perceptuais e cognitivos, de acordo com a região. As doenças mais conhecidas que podem causar essas disfunções são AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumatismo craniano, tumores cerebrais, aneurismas e paralisia cerebral.
Também existem as doenças neuroprogressivas, que causam importantes déficits funcionais - Parkinson, esclerose múltipla, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), atrofias, Alzheimer, entre outras.

Existe uma idade em que as pessoas estão mais propensas a ter algumas dessas doenças?
Independentemente da idade, qualquer pessoa pode estar sujeita a ter essas doenças. Por isso, é importante a prática de hábitos saudáveis para diminuir riscos.

Como é a “fisioterapia neurológica”?
Essa especialização da fisioterapia oferece um trabalho com todos os sistemas envolvidos, principalmente com o distúrbio apresentado, buscando função e maior independência, de acordo com as limitações de cada paciente. Em um atendimento focado nos principais sistemas atingidos, como o musculoesquelético, neuromuscular, sensorial, perceptual e cognitivo, o fisioterapeuta determina um diagnóstico funcional, traça perspectivas e trabalha com função do início ao final da terapia, avaliando melhorias e dificuldades a cada sessão.

Como deve ser a disciplina do paciente nesse tipo de tratamento?
É importante ressaltar a frequência de sessões para o alcance do objetivo desejado. Isso porque o treinamento em repetição oferece estímulos contínuos para restabelecimento da área afetada, ou mesmo para formação de mecanismos adaptativos para melhoria da função e consequentemente, otimizar a independência nas atividades da vida diária.

O tratamento é apenas clínico ou pode ser feito em casa?
A fisioterapia neurológica é o primeiro passo para continuidade do treinamento em casa. É muito importante que o paciente e a família tenham consciência de que o tratamento é contínuo, e que fora da clínica, ele busque a maior independência possível, de acordo com a limitação, para atingir o objetivo traçado.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.393441

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