No caminho, Silva decidiu passar pelo local para fazer uma checagem, quando foi atingido

Caso Protege: Policial teria sido executado pelas costas, afirma agente

Seccional não comenta investigações

“Ele foi executado, sim, pelos criminosos durante o assalto”. Foi com essas palavras, trazendo revolta nos olhos, que um agente da segurança pública confidenciou, afirmando que o policial André Luís Ferro, de 37 anos, do GOE (Grupo de Operações Especiais), foi identificado pelos bandidos e assassinado na madrugada da última segunda-feira, em Araçatuba.

O depoimento, concedido com exclusividade à Folha da Região pelo agente, que preferiu manter sua identidade sob sigilo e que ganha o nome fictício de “C”, narra que Ferro recebeu um telefonema de policiais, informando o assalto em andamento e pedindo todo apoio necessário.

Segundo “C”, Ferro, então, saiu em seu veículo um GM Corsa, a caminho do trabalho, para integrar uma equipe e novamente o celular tocou. Seria seu pai, pedindo socorro, pois algo de errado estava acontecendo na rua.

Sem saber a dimensão do caso, Ferro teria acessado uma das ruas e sido surpreendido por homens fortemente armados, que dispararam no automóvel, interceptando-o no trajeto e forçando-o a desembarcar do carro. Ao descer, ele teria sido identificado, levado até a frente do carro e, em seguida, recebido pedido para que colocasse as mãos na cabeça, usando exemplo de abordagem policial. Em seguida, pelas costas, teriam efetuado de três a quatro disparos de pistola. 

SECCIONAL
A reportagem entrou em contato com o delegado seccional de Andradina, José Astolfo Júnior, que se encontrava em Araçatuba numa reunião. Ele relatou que a instituição está proibida de fazer qualquer comentário. “Para não atrapalhar as investigações, vamos deixar esse assunto para outro momento. Estamos investigando e qualquer pronunciamento pode vir atrapalhar o nosso trabalho, agradeço seu contato, porém não é o momento de falarmos", disse o delegado.

Ferro era casado, tinha três filhos e foi sepultado em cemitério particular na terça-feira (17). Uma homenagem com o entoar da sirene foi feita durante o trajeto de seu corpo em carro aberto do caminhão do Corpo de Bombeiro. No velório e no sepultamento, segundo policiais ouvidos pela reportagem, o pai se culpava pelo fim trágico do filho. 

DEINTER
O diretor do Deinter 10 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), delegado Nelson Barbosa Filho, afirmou que ainda é cedo para afirmar que houve execução. “Não temos nada, está tudo muito cedo, peço a cautela. Não vamos esconder nada, no momento certo daremos uma coletiva”, declarou o titular do Deinter.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.369198