Bandidos levaram R$ 1,7 milhão no assalto ocorrido em 1997

Caso Protege: assalto ocorre exatos 20 anos após primeiro crime

Na ocasião, porém, não houve tiroteio e nem explosões

A empresa de transporte de valores Protege, no bairro Santana, em Araçatuba, voltou a ser alvo de bandidos 20 anos após o primeiro roubo, ocorrido em outubro de 1997. Na ocasião, porém, não houve tiroteio e nem explosões.

Na noite de 6 de outubro de 1997, dois assaltantes usando fardas da Polícia Militar sequestraram o gerente da empresa, a mulher dele e os três filhos do casal. As vítimas permaneceram com a quadrilha até a manhã seguinte, quando o gerente foi obrigado a seguir com parte do grupo, composto por pelo menos dez assaltantes, até a sede da empresa.

Sem levantar suspeitas, os ladrões conseguiram entrar no prédio e renderam os vigilantes que trabalhavam no local. O restante da quadrilha também invadiu a empresa e seguiu rendendo os funcionários que chegavam para o trabalho.

Em menos de uma hora os ladrões fugiram em três veículos levando cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro, um colete à prova de balas, duas espingardas calibre 12 e dois revólveres calibre 38 pertencentes à empresa.

Até então, esse era considerado o maior roubo da história de Araçatuba. Dois suspeitos de participação do crime foram assassinados durante as investigações, supostamente por brigas sobre a divisão do dinheiro roubado.

LÍDER
Considerado um dos mentores do assalto, Edgar dos Santos Silva, 48 anos, o Edgarzinho, foi preso, fugiu da antiga cadeia de Araçatuba, na rua General Glicério, e foi recapturado. Condenado, ele cumpria pena na penitenciária de Mirandópolis quando voltou a fugir, em 2000, mas foi novamente capturado em 2003, em São Paulo.

Ele voltou a ser preso no último dia 28, em ação realizada pela Polícia Militar, em Birigui, por tráfico de drogas. Outras cinco pessoas foram presas com ele, na chácara pertencente a ao ex-presidiário Agnaldo Fernando de Oliveira, 47, que morreu em troca de tiros com a polícia em agosto deste ano, quando 120 quilos de maconha e um de pasta base de cocaína foram apreendidos na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), perto de Santo Antônio do Aracanguá.

Agnaldinho, que integraria a quadrilha chefiada por Edgarzinho no primeiro assalto a Protege, também foi réu no processo, porém, foi absolvido por insuficiência de provas.

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