Ford Ka que Carla (destaque) conduzia foi atingido lateralmente por automóvel de estudante

Caso Carla: Justiça de Araçatuba conclui fase de interrogatórios

Agora, o juiz abrirá prazo para a manifestação do MP

A Justiça de Araçatuba realizou na terça-feira (16) a segunda audiência para ouvir testemunhas no processo que apura as responsabilidades pela morte da vendedora Carla Roberta Rodrigues Matara, 32 anos. Ela conduzia um carro que foi atingido quando entrava na avenida Joaquim Pompeu de Toledo, em dezembro de 2013. 

O veículo que a atingiu era conduzido pelo estudante Caio Castanheira Nobre Cruz, 24, que foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio culposo (sem intenção) na direção de veículo. A audiência foi presidida pelo juiz substituto Roberto Soares Leite. A imprensa não acompanhou os depoimentos. Foram ouvidas três testemunhas de defesa e pedida a dispensa do depoimento de uma quarta, que estava previsto. O último a ser ouvido foi Cruz, que estava acompanhado do advogado Vilson Aparecido Disposti.

De acordo com o cartório da 2ª Vara Criminal de Araçatuba, onde o processo tramita, ao final da audiência foi solicitada a juntada de certidões aos autos. Como as testemunhas de acusação, seis no total, foram ouvidas em audiência realizada em março do ano passado, e já foram anexados ao processo os depoimentos por carta precatória de testemunhas que residem em outras cidades, inclusive do policial militar rodoviário que atuou na ocorrência, a fase de interrogatórios foi concluída.

Agora, o juiz abrirá prazo de cinco dias para a manifestação do Ministério Público e depois a defesa do réu também terá cinco dias para apresentar as alegações finais. Ao término do prazo, o processo segue para sentença. Se condenado, o estudante pode pegar de dois a quatro anos de detenção.

MORTE
Naquela noite, Carla havia saído do trabalho em uma loja de bijuteria instalada no supermercado Muffato e iria para casa com a filha, então com 7 anos de idade. Quando saía da rotatória da avenida Saudade com a avenida Joaquim Pompeu de Toledo, o Ford Ka que ela conduzia foi atingido lateralmente pelo GM Sonic conduzido pelo estudante.

A vendedora sofreu traumatismo craniano, ficou internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa local e morreu menos de 48 horas depois. No carro de Cruz foram encontrados dois copos com odor de bebida alcoólica e uma garrafa de cerveja de 300 mililitros cheia. Ele recusou o teste do bafômetro e foi submetido a exame clínico, que apontou que não estava embriagado.

O policial que atendeu a ocorrência afirmou em depoimento que, ao chegar ao local, Cruz estava dentro da viatura da Polícia Militar e, ao se aproximar, percebeu o cheiro de bebida alcoólica. Ele revelou ainda, que após recusar o bafômetro, o réu foi retirado da viatura para ser levado ao plantão policial e mal conseguia ficar em pé.

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