Juarez Paes é chefe de cozinha em Araçatuba

Cardápio de hoje: erratas - uma obrigação - um dever - e que artigo, professora Cidinha!

Bom, vamos por partes, à La Jack, "the riper"! As erratas são referentes ao artigo de domingo passado, no qual, deixei passar dois erros que cometi durante uma digitação extremamente apressada e que só me dei conta quando já era tarde demais para corrigi-los.

A primeira: Ao colocar os valores hipotéticos era para eu ter digitado R$ 500 milhões, para os quais, acabei dando um generoso desconto e deixei por apenas R$ 500 mil, o que, obviamente, não bateu com o produto da multiplicação e deve ter causado estranheza aos mais atentos e ágeis nas contas, já que seria impossível de se obter os R$ 22 bilhões como resultado final;

A segunda: está no final do texto: -"quando é que você já ouviu alguém dizer", o que deve ter causado fortes arrepios naqueles mais habituados à leitura e a escrita, com uma contração (verbo ser) no presente e na sequência outra (ouvir) no pretérito, sem qualquer justificativa ou explicação para tal, o que seria facilmente elucidado se eu houvesse digitado como concebi a ideia: -"quando é ou foi que você já ouviu alguém dizer" - onde, ainda como parte do "pacote apressadinho" deixei de digitar a conjunção "ou" e o verbo "ser" no mesmo tempo que o verbo "ouvir", o que daria o efeito por mim desejado para a sentença até o ponto de interrogação;

Uma obrigação: porque quem escreve para outrem a tem, mesmo estando apressado, com a leitura atenta após a conclusão do texto, para eventuais correções, justamente para não causar ao leitor qualquer tipo de desconforto durante a leitura, desde o tema, passando pela forma e estilo de abordagem, até os erros de concordância, ortográficos ou quaisquer outros de ordem gramatical;

Um dever: para com a Língua Portuguesa tão surrada todos os dias, pisoteada, espancada como um lutador de artes mistas após o golpe que o leva ao solo do "octógono", acompanhada de uma sequência sanguinária de socos, cotoveladas e chutes na cara, desferidos sem a menor piedade pelos seus maiores rivais: o ensino, as redes sociais, a falta de leitura, o baixo nível cultural a que nossa juventude vem sendo empurrada, uma geração que não sabe ler - ou melhor, não consegue entender o que lê -, interpretar ou dar sentido a uma frase e que não consegue mais escrever em Português, somente em "internetês" e "manonês", além do festival de "seje", "as direita", "é tois", "a gente somos", "nóis é" "ni qui", "ni nóis", ou seja, um novo dialeto que pelo "andar da carruagem", será incorporado ao idioma como tantas outras antes inadmissíveis, chega a dar saudade do tempo em que a gíria, pelo menos, fazia sentido: "é papo firme", "bicho", "mora?" ou "morou?", entre tantas outras, as quais, no mínimo, exibiam uma grafia correta;

Que artigo (Folha da Região/ Araçatuba - Caderno Vida - 07/02/2018, Professora Cidinha Baracat! -Está devidamente recortado e guardado na minha pasta "The best of Brazilian's articles!" (desculpem-me pelo título em inglês, mas, tenho outra que batizei como "Os melhores artigos estrangeiros" - "coisas de Juarez"), texto que, em minha humilde e quase insignificante opinião, traduz, com todos os detalhes, a atual situação pela qual passa a nossa maltratada Língua Portuguesa e as gerações vitimadas por uma série interminável de falhas impostas a cada reforma de ensino proposta, e posta em prática, no Brasil. Falta de vocabulário, a incapacidade de interpretar o conteúdo de uma frase (um texto, hoje, possível somente para um grupo seleto e ínfimo), que, conforme é citado no artigo, já causou estragos em pessoas graduadas, pós-graduadas, mestradas e doutoradas.

Já testemunhei palestras e li textos repletos de informações, de nenhum ou pouco sentido, e paupérrimos em articulação, dadas ou escritos por personagens de renome.

Eu mesmo, que há tanto escrevo, deparo-me, a cada texto que produzo, com alguma deficiência. Erros que muitas vezes passam despercebidos, através dos quais, por consequência, aprendo mais um pouco, já que fico no meu pé da mesma forma que sempre fiquei, e fico, nos calcanhares dos meus filhos, não dando trégua mesmo que, apesar da distância, sejamos obrigados a nos comunicar via redes sociais, mantenho-me corrigindo qualquer deslize ortográfico e gramatical, o que faço desde que começaram a articular as primeiras palavras - que pode até parecer um exagero, mas, sempre tive a convicção de que o alicerce é o responsável pela sustentação construção.

Já abordei este tema em artigos passados e incentivei muito a molecada quando escrevi a coluna "Cozinhando com o Tio Juarez" na "Folhinha" e "Nossa vez", promovendo concursos de textos para petizada, mais um motivo pelo qual me apaixonei pelo texto da Professora Cidinha, para quem peço a permissão de fechar este artigo com um trecho do seu:

"Estamos desovando na sociedade uma geração de semianalfabetos, que sequer têm a consciência de suas inabilidades verbais. Quem não consegue ler, compreender e interpretar textos jamais será capaz de escrever bem, porque lhe faltam competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação das ideias. Multiplicam-se assim os textos caudalosos, impenetráveis e ocos, abarrotados de informação e vazios de sentido.".


Picanha no molho de cerveja preta com laranja

Você vai precisar de: - 2 colheres de sopa de azeite; - 3 colheres de sopa de manteiga (margarina não); - 1 peça de picanha, aproximadamente 1 ½ kg; - 100 ml de molho de tomate refogado; - 1 colher de café de páprica picante; - 1 colher rasa de café de noz moscada; - 1 pacote de creme de cebola; - 1 lata ou long neck de cerveja preta; -suco de 3 laranjas pera; -4 dentes de alho picadinhos; - 300g de farinha de mandioca torrada; - 100g de bacon em cubinhos; - 5 talos de cebolinha picados; - Sal e p. calabresa qb.

Preparo: - Numa panela de pressão, aqueça 2 colheres de sopa de azeite e 1 de manteiga, doure 2 dentes de alho e doure bem a peça de picanha por todos os lados, evitando furá-la para não perder o suco da carne. 

Em um recipiente a parte, misture o molho de tomate, a páprica, a noz moscada, o creme de cebola, o suco de laranja e a cerveja preta, até obter uma mistura homogênea, em seguida misture-a com a picanha na panela de pressão, tampe e lá deixe ficar cozinhando de 45 minutos a 1 hora (a partir do momento em que atingir pressão), desligue o fogo, e enquanto a pressão abaixa, numa frigideira grande ou panela antiaderente, aqueça 2 colheres de sopa de manteiga e frite o bacon até dourá-lo bem, junte 2 dentes de alho picados e doure-os, adicione a farinha aos poucos, para que fique bem molhadinha, junte a cebolinha e reserve. 

Fatie a carne e regue-a com bastante molho cremoso de cerveja e laranja, até que não reste mais nada na panela, arrume a farofa ao redor ou da maneira que mais lhe agradar. Um tinto Cabernet Sauvgnon ou Malbec vão formar uma bela parceria com este prato. Uma cerveja Bock ou qualquer alemã bem encorpada acompanham divinamente também.

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