Guabiraba destaca que, desde o Brasil colônia, Nossa Senhora sempre esteve muito presente

Barqueata no rio Tietê celebra Dia de Nossa Senhora em Araçatuba

Fiéis também comemoram 300 anos da aparição da imagem

A tradicional barqueata em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, promovida pela Igreja Católica, será realizada nesta quinta-feira (12), no rio Tietê, em Araçatuba, a partir das 7h30. A imagem da padroeira do Brasil percorrerá ranchos e condomínios.

A previsão da organização do evento é que a imagem chegue ao condomínio Santa Fé volta de 10h, seguindo em carreata até a rotatória Pé-de-Galinha. Depois, por volta de 10h30, está programada procissão com motociclistas.

A programação em louvor à santa contará ainda com duas missas. Uma delas ocorrerá por volta de 11h, na paróquia Sant'Ana (haverá também bênção das crianças, em homenagem ao dia delas), e a outra às 19h30, na catedral de Araçatuba.

PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO
Outra carreata está programada para começar a partir das 6h, saindo do bairro rural de Engenheiro Taveira e passando pelas comunidades da Vila Alba e Rosele. Às 8h, haverá missa na paróquia São Sebastião, no Jardim TV. Após a celebração, será realizada bênção dos carros.

300 ANOS DE APARIÇÃO
Os fiéis celebram também nesta quinta-feira os 300 anos em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada nas águas do rio Paraíba. "Maria sempre foi uma figura que inspirou os cristãos na vivência do evangelho, na acolhida da palavra de Deus", afirma o padre José Carlos Guabiraba, de Araçatuba. "À medida em que o evangelho foi se espalhando pelas diversas culturas, a devoção a Maria foi ganhando uma roupagem de acordo com cada cultura, com cada instância".

Segundo Guabiraba, o Brasil tem uma ligação com Nossa Senhora desde o começo de sua história. "Quando Pedro Álvares Cabral veio para o Brasil, ele tinha na sua caravela uma imagem de Nossa Senhora da Esperança, que é uma devoção muito presente em Portugal. Então, o Brasil já nasce devoto de Maria, com Nossa Senhora da Esperança", diz o religioso.

Guabiraba destaca que, desde o Brasil colônia, Nossa Senhora sempre esteve muito presente. "Acreditamos que a figura de Maria é muito próxima do povo. As pessoas sempre se identificaram muito com ela, que lembra muito a humanidade unida a Deus".

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