Dilador prometeu para breve recapeamento de mais ruas e avenidas de Araçatuba

Após 100 dias, Dilador foca investimentos na saúde

Chefe do Executivo fez um balanço do trabalho feito no município

Passados 100 dias de governo, o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), analisa com naturalidade os problemas e desafios que teve nos primeiros meses de gestão, entre eles, a saída dos secretários Ermenegildo Nava (Assuntos Jurídicos) e Marly Garcia (Cultura). Durante entrevista na manhã de terça-feira (11), em seu gabinete, o chefe do Executivo fez um balanço do trabalho que foi feito no município e informou que a saúde será uma área que receberá “atenção especial”.

Dilador garantiu que sempre estará à disposição da população e que, além de buscar melhorias nos atendimentos das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e colocar em funcionamento a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em breve será dado início ao recapeamento de mais ruas e avenidas da cidade.

O prefeito apontou ainda algumas medidas feitas durante os primeiros três meses de governo, como a redução de secretarias e a recuperação de veículos e ferramentas de trabalho da Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos). Confira trechos da entrevista que ele concedeu à Folha:
    
Qual o balanço que o senhor faz desses primeiros cem dias de governo?
Começamos focados na área da saúde e infraestrutura e, nesses 100 dias de governo, estamos fazendo um trabalho positivo e já obtendo bons resultados. Já retomamos a licitação para a compra de medicamentos e acredito que nas próximas semanas regularizaremos essa situação. Além disso, queremos o mais breve possível iniciar o atendimento na UPA, além de melhorarmos o atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), com o objetivo de desafogar a Santa Casa, que tem uma responsabilidade na alta complexidade e presta atendimento a 39 municípios da região. Outro ponto é a economia que já fizemos nos cofres públicos. Para se ter uma ideia, somente com secretários, estamos economizando R$ 100 mil mensais, além de conseguirmos recuperar 47 veículos com o custo de R$ 50 mil. Se não tivesse responsabilidade, este valor seria usado apenas em uma máquina.
    
Em artigo publicado na Folha, o senhor aponta o combate à imoralidade como uma de suas bandeiras. O senhor acredita que, nesse período, já foi possível imprimir essa marca? Dê exemplos.
Já foi possível, pelas pessoas que fazem parte da nossa equipe. Além de qualificadas, são pessoas responsáveis e que sabem qual o nosso plano de governo para a cidade. Outra medida que adotamos foi eu e a minha vice, Edna Flor (PPS), batermos ponto todos os dias, além dos secretários e diretores. Mesmo viajando, teve um mês que fiz 198 horas de trabalho. A Edna, mesmo sendo a carga dela de duas horas por dia, como determina o regimento, fez 140. Antes de cobrarmos algo, temos que dar exemplo, e isso tenho falado a todos os funcionários, inclusive aos motoristas, para usarem os veículos oficiais de forma correta.
    
Historicamente, boa parte da pressão política que um prefeito sofre vem dos vereadores, especialmente por cargos. O senhor governa praticamente sem oposição. Como foi possível manter esse relacionamento sem ceder a vícios da política?
Acredito que a minha sinceridade tem ajudado para manter essa harmonia com os vereadores. Sempre disse que a política termina quando acaba a eleição. Antes de formarmos o governo de transição, marquei uma agenda com cada vereador, quando pude conversar e discutir o plano de governo, que eles percebem que estamos cumprindo. Além disso, nunca e jamais enviarei algum projeto sem antes os comunicá-los.
    
Muitos problemas da cidade - especialmente em relação à mobilidade urbana, educação e às finanças - vieram à tona nos primeiros meses de governo, apesar de a transição do governo, aparentemente, ter sido tranquila. Já era de conhecimento de sua equipe muitos desses gargalos?
A transição foi pacífica e aceitamos as informações contidas nos documentos que a administração passada nos enviava. No entanto, quando assumimos o governo, nos deparamos com algumas situações que, durante a transição, não fomos informados, como o endividamento com fornecedores em quase R$ 38 milhões. Graças ao trabalho da nossa equipe, estamos conseguindo quitar as dívidas e manter o pagamento dos servidores em dia. Quero agradecer pelo apoio da minha vice, a Edna, que, mesmo tendo pessoas torcendo todos os dias para que a gente brigue, temos uma relação de harmonia e estamos trabalhando juntos em prol da cidade.
    
O senhor teve, em três meses, duas baixas em seu secretariado. Considera estes desgastes políticos os momentos mais delicados de sua gestão até o momento?
Não considero, porque as saídas dos dois secretários não foram por motivo de escândalo. O Ermenegildo Nava achou melhor cuidar de seus assuntos particulares, mesmo eu insistindo para que ficasse, por ser uma pessoa experiente e com um vasto conhecimento jurídico, assim como a Marly Garcia. Nos dois casos, eu estava baseado juridicamente para mantê-los em seus respectivos cargos. Fiquei muito tranquilo o tempo todo e vejo a saída deles com naturalidade. Qual empresa que não tem a saída de funcionários?
    
Entre as maiores reclamações dos araçatubenses, estão a prestação dos serviços públicos de saúde e as condições precárias de ruas e avenidas. Passado esse curto espaço de tempo à frente da Prefeitura, já deu para estabelecer quais serão as prioridades deste começo de governo?
Após colocarmos “a casa em ordem”, vamos agora executar os projetos que estão em nosso plano de governo. Entre eles, queremos fazer melhorias em diversas ruas da cidade, como recapeamento asfáltico, cuja medida já está licitada e, em breve, os trabalhos serão iniciados. Além disso, vamos investir na saúde e educação.
    
O senhor tem sido elogiado por seus aliados pela proximidade que vem tendo com a população, como visitar os bairros e falar com moradores, andar de ônibus. Os críticos o chamam de “populista”. O Dilador sempre foi assim ou a entrada na política lhe obrigou a mudar?
Sempre fui assim. Nas minhas empresas, eu busco conversar com todos os funcionários. Aprendi isso com meu pai, a ser observador e estar sempre em comunicação com as pessoas que estão ao meu redor. Algumas pessoas pensam que essa atitude minha é momentânea, mas a população pode ter certeza que sempre estarei à disposição para ouvir as melhorias que devem ser feitas na cidade. A Prefeitura estará de portas abertas.
    
Apesar de a população já ter visto o seu modo de governar, o que os araçatubenses podem esperar de sua gestão daqui para frente?
Os meus irmãos araçatubenses podem esperar muito trabalho e fiscalização. Vamos fazer “muito com pouco”. Essa é a nossa bandeira de trabalho. Teremos respeito com o dinheiro público e cumpriremos a lei. Meu berço é ser honesto e cumpridor dos meus deveres, e isso farei a todo o momento.

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