Ana de Almeida Zaher, de Araçatuba, é Associada da UBE (União Brasileira de Escritores)

Ana de Almeida Zaher: E o povo, como está?

E o povo como está? Uma pergunta que não quer calar. As respostas estão vendo bem de pertinho. Inúmeras vezes são de se perder a esperança. É preciso renovar a fé a todo instante para não perder a razão. Quantas vidas já se foram em vão. Alertas que são dados constantemente, mas quem deveria ver, anda fingindo de cego. Pois não quer enxergar nada além do próprio umbigo. Como se fosse dono da vida. Estamos presenciando tantos sofrimentos desnecessários. Aqueles que têm boa intenção, infelizmente, seguem em uma embarcação pequena, com dificuldades de operar milagre. Enquanto isso o povo chora...

E eu pergunto de novo: E o povo como está? Será que é possível medir a extensão das necessidades do ser humano nos dias atuais? 
Até quando vamos continuar com esse desespero mudo, aceitando tudo como se fosse normal. Estamos concordando com a inversão dos valores das coisas naturais. 

Tudo bem, enquanto está acontecendo com o vizinho, mas a vantagem das voltas que o mundo dá é o retorno de todos os atos. Seja bom ou ruim. No momento, meu coração dói demais por ver a atual realidade, onde nem os inocentes são poupados.

E o povo como está? Será que estão todos com as mãos atadas? A lei da sobrevivência obriga a se comportarem como robôs. Mas há exceções, pessoas que independente da classe social reagem a favor do fazer o bem sem olhar a quem. Encaixando-se em contos que aparentemente parecem de fadas, mediante os olhares que permanecem inertes aos fatos e às dores do outro. 

Nas escrituras já constam que quem viver verá, e quem está vivendo sabe que é uma visão assustadora e inacreditável. Mas infelizmente é uma realidade bruta, amenizada pelos anjos de plantão. Anjos comovidos com o sofrimento principalmente dos menos favorecidos no sentido amplo, espiritual e material. Almas boas que se fantasiam até de palhaços para colocar um sorriso em meio a tanta tristeza. Exemplos de bondade, mas essa parte pouco dá ibope.

Quando eu era criança, vivi com muitas dificuldades, família grande e na pobreza financeiramente. Mas amor nunca faltou. Ainda lembro bem da ajuda mútua entre os vizinhos e conhecidos, gente que estendia a mão até aos estranhos andarilhos que passavam. Fico buscando esse mundo em que era tão feliz e sabia. O que eu não imaginava, era ver a extinção do amor e da solidariedade. Antes se fazia o bem de coração, nada comparado com os dias atuais, que a mídia tem que estar presente e divulgando o feito. 

E o povo como está? Esta a mercê da sorte. Entre uma faca e dois gumes. Ou buscam umas besteiras para ofuscarem a visão desta dolorosa e real situação, outros recebem os abraços dos enviados por Deus, como o grupo Atamor, aqueles que chamo anjos, que não resolvem o problema, mas com certeza conseguem fazer a diferença e salvar muitas vidas. A esperança não está perdida, mas é preciso ter fé em Deus e clamar por ele.

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