Ambulatórios de Araçatuba (foto), Andradina e Promissão foram vistoriados

AMEs de três cidades da região foram avaliados e TCE aponta falhas

Tribunal de Contas apurou problemas como falta de especialidades

Apesar de serem chamados Ambulatórios Médicos de Especialidades, AMEs da região falham em apresentar médicos que atuem em todos campos específicos da saúde, conforme informações do estudo do TCE-SP (Tribunal de Contas de São Paulo). Segundo o órgão, pelo menos uma das três unidades da região não teria profissionais para todas as especialidades. O problema teria sido constatado em vistorias realizadas no ano passado. 

As fiscalizações ordenadas são inspeções temáticas nas áreas de saúde, educação e coleta de lixo, promovidas sem aviso prévio, por determinação do tribunal. As visitas que culminaram no estudo foram realizadas no ano passado. No caso dos AMEs da região, o tribunal informa ter visitado as unidades de Andradina, Araçatuba e Promissão.

Em relação às especialidades, o órgão esclareceu que um dos ambulatórios informou não ter médicos para todas as especialidades, em outro foi constatado a atuação de profissionais para atender todas as áreas e um terceiro não respondeu essa questão.

ATENDIMENTO
Além dessa situação, o TCE-SP denunciou que duas das unidades não teriam atendimento preferencial. De acordo com o órgão, nenhum dos ambulatórios da região manteria a escala médica em local visível e em um deles, os profissionais não cumpririam essa grade. O estudo também indicou que em um dos AMEs as cozinhas e os depósitos não estariam limpos na ocasião da vistoria.

No relatório divulgado à imprensa, são expostos percentuais gerais de cada ponto constatado nas unidades, porém, não há informações sobre em qual delas foi encontrado cada problema. 
Conforme o presidente do TCE-SP, Sidney Beraldo, os dados dos estudos permitem uma análise dos resultados concretos das políticas públicas, e são encaminhados para os gestores com o objetivo de ajudar na resolução de problemas de diferentes aspectos da administração. 

OUTRO LADO
A Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelos ambulatórios, destacou que não foi notificada pelo TCE-SP, porém está disposta para prestar todos os esclarecimentos necessários ao órgão. Contudo, a pasta contestou o levantamento. Em nota, a secretaria defendeu que a maioria dos dados levantados não se aplicam ao perfil assistencial dos AMEs. 

“Cada unidade possui as especialidades que são definidas pelos colegiados dos municípios em parceria com a Secretaria e em conformidade com a demanda específica de cada região”, informou a pasta. A pasta esclareceu que os atendimentos são agendados previamente pelos municípios nos AMEs por meio do sistema informatizado da secretaria. “São consultas eletivas (não urgentes), com horário marcado e, por isso, não há sentido falar em atendimento preferencial”, afirmou, em nota. 

De acordo com a secretaria estadual, a direção de todas as unidades é orientada da importância de deixar as escalas visíveis, e não é do conhecimento da pasta o descumprimento dessa norma. A pasta ressaltou que visitas, avaliações e queixas de ouvidoria são feitas regularmente, mas nunca houve menção de falta de higiene nas unidades. 

A secretaria lembrou ainda que o índice de aprovação foi de 99% dos usuários dos AMEs de Andradina e Promissão, e 99,4% dos pacientes que passaram pelo AME Araçatuba.

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