Alexandre Souza é repórter-fotográfico da Folha da Região

Alexandre Souza: Dom da vida

Esses 16 anos como repórter-fotográfico da Folha da Região foram, realmente, marcantes. De matérias que levaram à conquista de prêmios até as mais simples, como as de reclamação de buraco e entulho, tudo foi absorvido como experiências profissional e de vida. 

Vivenciar tudo o que aconteceu e acontece nessa nossa terra querida, digo, região querida, ajudou-me a gostar porque a vida jornalística que a Folha me proporcionou foi além dos arredores territoriais de Araçatuba. 

Na abrangência de cobertura das cidades que a Folha circula, aprendi a gostar ainda mais de Araçatuba, Birigui, Penápolis, Guararapes e de toda uma região que passa a ser meu limite de convivência. 

Nesse longo período, conheci os 43 municípios da região e vi, de perto, muitas histórias — parte delas boa, de sonhos e conquistas realizadas, e, outra metade ruim, de desigualdade, desrespeito, falta de amor ao próximo.

Com tantos fatos ocorridos, não tem como esquecer um que irei citar aqui: um ato, que só o criador de todas as coisas poderia nos dar, o dom da vida.

Presenciar um parto foi extremamente maravilhoso. Ver o nascimento de uma criança foi divino. Deus me surpreendeu naqueles momentos que até chorei, porque um choro de um recém-nascido ali, na sua frente, é, sem palavras. 

Naquela sala, ecoava um choro estridente. Havia tantos aparelhos, fios, máquinas, profissionais e eu, ali, escutando um choro de vida. Claro, também registrando o ato divino. 
Esse material foi a cobertura sobre parto de cesárias realizado pelo obstetra e ginecologista Joy Okasaki. 

A matéria publicada em 7 de abril de 2009 mostrava o nascimento de Mauricio Guilherme, filho de Kate Micheli. Ele nasceu prematuro com 3,3 quilos e 48 centímetros. Nesse dia, eu e a repórter Monique Bueno passamos por orientação sobre como seria todo o procedimento cirúrgico, pela assessora da Santa Casa, Roselana Tolentino. Fomos preparados psicologicamente e, acredito o mais complicado, paramentar-se igual aos profissionais da sala de cirurgia. Isso tudo levou uns vinte minutos. 

Já ansioso pela cobertura, na entrada do centro cirúrgico, tivemos mais quinze minutos de espera, para que tudo estivesse pronto para os trabalhos. Já no centro cirúrgico, o parto levou vinte minutos, para, aí sim, poder registrar o nascimento e escutar o choro do Maurício, choro de uma criança que havia acabado de chegar ao mundo, choro de alegria, de demora, de ansiedade, choro de que tudo deu certo.

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