Alberto Alves Marques é professor coordenador da área de Ciências Humanas e Suas Tecnologias e professor de história da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo

Alberto Alves Marques: Feliz Ano-novo

Todo final de ano, sobretudo na virada, nota-se a euforia das pessoas desejando mudanças e promessas de um mundo melhor. Uma atitude é válida, a bem da verdade excelente, porém, as renovações irão acontecer a partir das atitudes de cada um, ou seja, das minhas atitudes. 

Não é a intenção deste escritor passar a sensação de negativismo sobre as festas do final de ano e a transposição de 2017 para 2018. Ao contrário, o propósito aqui é direcionar a linha de raciocínio para as nossas ações individuais, pois as mesmas têm grande peso na busca da felicidade em todas as dimensões. Como assim? É simples. 

Ao término do ano, encontram-se várias pessoas desejando a paz mundial (ótima irradiação), entretanto, é algo muito amplo, abstrato ou inatingível, a priori. Que tal, antes de desejar a paz mundial, começar a buscar a sua paz interior, junto com a família e amigos, isto é, aqueles que estão próximos, para então, direcionar para pensamentos globais. Na verdade, de nada adianta enviar um cartão impresso ou eletrônico desejando saúde aos amigos, e não cuidar da própria. 

Outrossim, não adianta almejar felicidades a terceiros, se não estou feliz comigo mesmo. Superstição à parte, muitos apelam para as lentilhas, os três pulinhos e outros rituais... São válidos e há uma diversão sem precedentes nessas ocasiões. No entanto, não há lentilha suficiente ao pretender conquistar bom emprego e permanecer deitado no sofá. 

Em outras palavras, antes de mudar o mundo, é preciso me transformar, fazer a diferença em meu entorno. Nesse sentido, de nada adianta ansiar um próximo ano sem corrupção política, se não valorizo o meu voto nas urnas. 

Considerações finais: o ano de 2017 terminou. E este é um momento de reflexão para que possamos fazer a diferença no próximo ano!!! E com certeza, essa renovação principia em cada um de nós! Partindo desse pressuposto, ressalta-se uma frase do filósofo Mário Sergio Corttela: “Enquanto aguardamos aquilo que virá, não podemos deixar de viver aquilo que pode ser vivido agora”. E mais: “Não faz sentido ficar somente na espera”. 

Consoante a Cortella, antes de pensar em transformar o mundo, se faz necessário delimitar essa linha de pensamento e despertar-nos para as mudanças através das nossas próprias atitudes. E como fazer isso? Por meio de ações reais e amor para com o próximo. 

Um feliz Ano-novo!!!

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