“Nunca nenhum vereador fiscalizou para que se fizesse a regularização. Foram omissos junto com o ex-prefeito", disse Gonçalves

Advogado encabeça abaixo-assinado contra aumento de 20% do IPTU em Araçatuba

O advogado Lindemberg Melo Gonçalves está colhendo assinaturas pela internet de pessoas contrárias ao projeto de aumento de 20% do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para o próximo ano. O objetivo é levá-las ao prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), e aos demais vereadores até o fim desta semana. 
 
Segundo Gonçalves, ele não é contra o pagamento do imposto, mas, sim, contra a forma como a elevação dos valores venais dos imóveis do município está sendo proposta pela atual gestão. Para ele, o correto é fazer um georreferenciamento - imagens feitas por satélite para calcular o valor do imposto - para cobrar dos contribuintes algo justo. “Antes do reajuste, é preciso fazer um estudo”, afirmou Gonçalves. 
 
QUER INQUÉRITO
O advogado também pretende protocolar ao Ministério Público a abertura de um inquérito para averiguar eventuais falhas na falta de reajuste dos valores da planta genérica do município e se é possível responsabilizar vereadores e ex-vereadores, além do ex-prefeito Cido Sério (PT), pela ausência de reajustes desde 2006. 
 
“Nunca nenhum vereador fiscalizou para que se fizesse a regularização. Foram omissos junto com o ex-prefeito, causando prejuízo ao município, que ficou sem receber esses valores”, assinalou Gonçalves. 
 
AGORA É TARDE
Um vereador, que pretende evitar desgastes com a atual gestão, confidenciou a esta coluna que a baixa adesão da população na audiência pública, para falar sobre o aumento do IPTU na Câmara, foi em razão de a administração municipal perder o “timing” para discutir a questão. Para ele, o governo deveria ter aberto o diálogo antes de sugerir o aumento do imposto. 
 
PURA COINCIDÊNCIA
Durante a audiência pública sobre o aumento do IPTU, na Câmara, o vereador Almir Fernandes Lima (PSDB) disse que a administração municipal falava, a princípio, da necessidade de uma elevação de 44% no valor venal dos imóveis para o cálculo do imposto. Segundo o tucano, o percentual de 45% teria sido divulgado pelo “jornal” para associar o valor da elevação ao número de urna de seu partido, que é o mesmo do prefeito.
 
No caso da primeira reportagem da Folha da Região sobre o assunto, o percentual de 45% foi citado em entrevista pelo secretário da Fazenda, Josué Cardoso de Lima. Não houve qualquer intenção de relacionar esse valor com o número do PSDB. (Ronaldo Ruiz Galdino)

ACESSE AQUI A COLUNA
'PERISCÓPIO'

LINK CURTO: http://folha.fr/1.373296