Priscilla estava sentada na carroceria da sua caminhonete, no pátio de um posto de combustíveis

Advogada é assassinada com sete tiros em Araçatuba

A advogada Priscilla Soraia Dib, 33 anos, foi executada com sete tiros na madrugada deste sábado (10), em Araçatuba. Ela estava em um posto de combustíveis no cruzamento da rua Marcílio Dias com a avenida João Arruda Brasil, quando dois desconhecidos chegaram em uma moto. O garupa desceu e fez pelo menos dez disparos.

Priscilla estava sentada na carroceria de sua caminhonete, uma Hilux preta, e morreu na hora. Segundo o boletim de ocorrência, pelo menos três dos disparos de pistola calibre 380 atingiram o rosto da advogada e outro tiro acertou a nádega. Além do veículo da vítima, uma F-250, um Uno e um Monza que estavam no posto foram alvejados, mas não houve feridos.

OPERAÇÃO
Em setembro de 2011, a advogada chegou a ser presa durante a Operação Anaconda. Além dela, outras cinco pessoas foram detidas acusadas de envolvimento com o crime organizado e ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e de prisão em Araçatuba.

Contra Priscilla não havia mandado de prisão, mas em sua casa os policiais encontraram um rádio comunicador ligado na frequência da PM e uma porção de maconha. No final de novembro, ela deixou a cadeia após ter a prisão preventiva revogada. Por conta da prisão, Priscilla respondia a um processo disciplinar da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

AMEAÇAS
Segundo o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Marcelo Curi, Priscilla havia recebido diversas ameaças de morte, no entanto, por medo, não chegou a registrar boletim de ocorrência.

Na madrugada deste sábado, ela estava na companhia de um amigo, um cabeleireiro de 30 anos, no posto quando foi morta. De acordo com boletim de ocorrência, o rapaz teria se ausentado para cumprimentar um colega e, quando retornava com uma cerveja para entregar a Priscilla, ocorreram os disparos.

A ação foi rápida e durou poucos segundos. “Não deu tempo de fazer nada. A moto ficou parada na rua e o garupa correu em direção a ela e começou a atirar”, lembra o cabeleireiro. O atirador fugiu sem ser identificado. “Ele usava capacete e viseira, não deu para olhar e anotar qualquer característica”.

De acordo com o delegado, uma motocicleta de cor vermelha, sem modelo identificado, teria sido usada pela dupla.