Acusado de homicídio se apresenta

O homem acusado de matar a tiros o pintor Thiago Grotto Prestes, 32 anos, em frente à Igreja Assembleia de Deus, no bairro São José, em Araçatuba, na noite de 7 de janeiro, apresentou-se à polícia. Ele alega que se sentiu ameaçado pela vítima, que teria feito menção de estar armada, por isso atirou.

Naquela noite, o pintor recepcionava os fieis para a celebração que iria começar e, segundo testemunhas, o acusado passou pelo local de carro. Minutos depois, ele parou em frente à igreja e chamou a vítima para conversar. Quando ela estava na porta do veículo, foi alvejada por dois disparos feitos pelo autor, que permaneceu dentro do veículo. 

Em seguida, o autor dos disparos fugiu e as testemunhas prestaram o primeiro atendimento a Prestes, que foi levado para o pronto-socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. O advogado Joel de Almeida, que defende o acusado do crime, explica que os dois já tinham se desentendido, pois a vítima era acusada de ter abusado sexualmente de duas filhas do autor, em 2016, uma com 11 anos outra 9 anos na época.

CONDENADO
O pintor foi denunciado e condenado no final de 2017, a 32 anos e 8 meses de prisão por estupro de vulnerável por esses crimes, mas recorria em liberdade. "Os dois já tinham problemas devido à vítima ter estuprado as filhas dele e, no dia, o acusado passava pela rua, a vítima interceptou a trajetória do carro e fez menção de ataque, colocando a mão na cintura. Nesse momento, ele sacou a arma e efetuou dois disparos, fugindo em seguida, sem saber onde os tiros acertaram", afirma o advogado.

RECONSTITUIÇÃO
O delegado Rodolfo Carlos de Oliveira, responsável pelo inquérito que investiga o caso, informa que a reconstituição do crime com a versão das testemunhas foi realizada na quarta-feira (7). Já a reconstituição com o acusado estava agendada para a manhã de ontem, mas foi cancelada porque ele recusou participar, o que é um direito constitucional dele, segundo Almeida.

A polícia aguardará a emissão dos laudos periciais do local do crime e do exame necroscópico no corpo da vítima para relatar o inquérito à Justiça. O acusado aguardará julgamento em liberdade.

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