A saúde é uma das preocupações do prefeito de Penápolis

‘A reforma de maior importância é a tributária’

Prefeito Célio de OIiveira, de Penápolis, é o segundo entrevistado da série

O prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira (PSDB), acredita que a reforma mais importante que caberá ao próximo presidente será a tributária. O tucano afirmou que a quantidade de impostos a se pagar no Brasil desestimula quem quer produzir. Sem que o setor produtivo tenha incentivo, a retomada do crescimento e a geração de empregos não será possível.

O desemprego, que atinge 14 milhões de brasileiros, e a informalidade, na qual 7 milhões de trabalhadores estão atualmente, também geram problemas para a questão habitacional, uma vez que programas de moradias populares, como o Minha Casa Minha Vida, são financiados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Célio de Oliveira é o segundo entrevistado da série da Folha da Região, que começou a falar com prefeitos a respeito dos desafios do próximo presidente da República. Confira a conversa que ele teve com a Folha.

ECONOMIA
"Acho que esse é o principal desafio de quem for eleito, porque a situação está muito difícil. Vai ser o tema central das campanhas. O modelo que qualquer um dos candidatos vai adotar como solução para esse problema é o que eu não sei. O que sei é que vai ter que ser apresentada alguma situação para dar uma guinada nisso. A média de desemprego está muito alta. Existem 14 milhões de desempregados e mais outros 7 milhões de pessoas na informalidade, o que é uma espécie de subemprego. Se formos contar, temos 20 milhões de pessoas nessa situação (desempregadas). Na nossa região é pior porque a predominância da cana-de-açúcar é muito grande.

Em Penápolis, temos quatro usinas e três delas - é quase certo - não vão rodar, além de uma quarta que deve engrossar a lista. Isso é uma tragédia do ponto de vista da economia local e regional. O próximo presidente precisa ter uma proposta para o setor sucroalcooleiro, com o objetivo de que ele seja revigorado. O setor da pecuária e laticínios também.

Como pode o litro do leite custar mais barato do que uma dose de cachaça? É preciso rever a questão da tributação. É muito imposto e falta incentivo para quem produz. A reforma trabalhista foi aprovada, mas não trouxe nenhum impacto na geração de empregos. Penso que a próxima reforma que o futuro presidente terá que encarar é a tributária.

Só a partir disso teremos uma base para a retomada do crescimento, que passa necessariamente pelo incentivo a quem produz. Por que existe um monte de lojas fechando? É porque as pessoas, hoje, estão comprando tudo pela internet. Loja virtual não tem funcionário. O que fazer para modificar uma situação dessas?".

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