Andolfato (esq.), durante lançamento do Partido Novo, e Oliveira, membro do MBL

A nova direita em Araçatuba: Liberalismo começa a ganhar força

'Direita, no Brasil, é intervencionista e não liberal', diz empresário

O empresário Rodrigo Andolfato é um dos articuladores do Partido Novo, de ideologia liberal, em Araçatuba e região. Também presidente do Ilan (Instituto Liberal da Alta Noroeste), conta que se tornou liberal aos 40 anos, após ler a obra “Ação Humana”, do economista da escola austríaca Ludwig Von Mises. Mas não gosta de ser considerado de direita, mesmo defendendo a propriedade privada como irrevogável e o Estado mínimo. 

“Tanto a direita quanto a esquerda podem ser avalistas de modelos intervencionistas. Assim sendo, a direita pode ser um modelo, onde a espoliação do estado privilegia apenas os ricos. A esquerda é um modelo de Estado, em que a espoliação tenta privilegiar a todos, mas sabemos que isto não funciona, porque o homem é diferente e gosta das diferenças. Não aceita trabalhar mais do que o outro e ganhar igual”, afirmou. “A direita, no Brasil, é intervencionista e não liberal.” 

Por isso, ele rejeita a ideia de intervenção militar. “Isso é inadmissível. Nenhum liberal pode ser conivente ou aprovador de tal medida. Precisamos de menos Estado e não de mais Estado interventor”, assinalou. Para ele, a solução para o País é adotar o liberalismo na essência, rejeitando o “modelo keynisianista”, que prevê uma participação maior do Estado na economia, e rever a Constituição, substituindo o “Estado assistencialista” por um liberal e meritocrático.

CORO
Assim como Andolfato, o advogado Felipe Luiz de Oliveira, membro do MBL (Movimento do Brasil Livre) em Araçatuba, se identifica com o pensamento liberal. “Ser de direita, de um modo geral, é defender os ideais de liberdade, o que se contrapõe à corrente de esquerda, que defende a onipresença do Estado na sociedade, em busca de uma igualdade utópica e que sempre acaba descambando para autoritarismo político e miséria econômica”, comentou Oliveira, cujo movimenta que representa liderou as manifestações em prol do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), no ano passado.

Ele adiantou que nenhum pré-candidato à Presidência lhe cria grandes expectativas. Ele disse que, na direita, os liberais tendem a preferir o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), e, os conservadores, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). “Para sair dessas situações o País precisa de um governo sério, o que talvez será possível a partir de 2019, mas até lá vamos enfrentar uma crise política permanente, que pode influenciar negativamente o resgate econômico que o País ensaia”, disse.

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