Espetáculo se apegou ao imaginário infantil das estudantes

A dança aliada à educação

Educadores mostram como atividade, quando utilizada em sala de aula, traz uma série de benefícios às alunas

Os contos de fadas e as histórias fabulosas são um berço para grandes lições e ensinamentos práticos do dia a dia. Esse universo encantado é campo fértil para a propagação de ideias que possam ser utilizadas com fins educativos a crianças e aos adolescentes. Com isso, os professores do Colégio De Angeles, em Araçatuba, se apegaram à história do “jardim encantado” para produzir um grande festival de dança que levou o mesmo nome. Anualmente, o colégio seleciona uma temática diferente para o festival, que, neste ano, chegou à sua sétima edição. 

No total, quase 150 alunas, entre 3 e 14 anos de idade, apresentaram suas habilidades aprendidas nas aulas de balé e jazz, no teatro da Unip, no último dia 17. A ideia de realizar grandes festivais, a fim de prestigiar os trabalhos das alunas e resgatar o brilho dos grandes espetáculos de dança, surgiu em 2010. A direção do colégio deu início ao projeto no ano seguinte, com o tradicional balé russo “O Quebra-Nozes”. Desde então, todos os anos, uma nova apresentação é planejada com temática diferente. 

Neste ano, “O Jardim Encantado” premiou os alunos e espectadores com a história de um jardineiro que presenteia a filha com sementes especiais, que dá origem a um jardim não regado com água, mas com palavras boas que fossem semeadas durante a vida. Como era segredo de família, ninguém mais poderia saber daquilo. No decorrer da história, a jovem filha do jardineiro se envolve numa trama conturbada, cheia de aflição e desafios, que são superados ao fim das cenas. 

BENEFÍCIOS
A coordenadora pedagógica Fabiana De Angeles Cerqueira Costa diz que o entusiasmo em realizar o evento se renova e reforça a cada ano com temas que aprofundam a reflexão dos pais e alunos. “Superou nossas expectativas de público. Para se ter ideia, o palco da Unip tem capacidade para mais de 500 pessoas, mas faltaram lugares e ficou gente para fora”, conta. Ela ressalta que o tema escolhido sempre é debatido em sala de aula e que as professoras vão contando a história para as alunas, que podem interagir durante os três meses anteriores, até o grande dia. 

Para a professora de balé e jazz Karine Alonso Delfim, o ensino da dança traz uma série de benefícios às alunas, que vão desde o aprofundamento da responsabilidade à coordenação motora. “Uma série de benefícios, como equilíbrio, a consciência corporal, onde é cada parte do corpo, a responsabilidade e disciplina. Tudo isso, de uma forma lúdica. E, com isso, elas já entendem que, para ser uma bailarina, precisam ter tudo isso”, explica.

DESENVOLTURA
A pressão dos palcos também é um aspecto superado nas aulas, segundo Karine e Fabiana. “Isso ensina elas a lidarem com as emoções e as expectativas. É uma ansiedade muito grande delas, tem muita gente no palco. Essas apresentações servem para que se adaptem”, analisa Fabiana. 

“A preocupação das mães é investir na apresentação e as crianças ficarem paradas no palco, o que não ocorreu este ano. Todos os anos, colocamos alunas mais velhas para acompanhar as pequenas na dança, mas desta vez, elas foram sozinhas e desempenharam brilhantemente a apresentação”, finaliza Karine.

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