Vistoria constatou que 100 imóveis estão vazios e nove foram alugados

70% das moradias do Porto Real 2 têm problemas, diz Prefeitura de Araçatuba

Relatório foi enviado à Caixa Econômica Federal

A Prefeitura de Araçatuba enviou à Caixa Econômica Federal um relatório de ação de vistorias realizada no empreendimento residencial Porto Real 2. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, o objetivo é dar ciência dos problemas à Caixa, agente operadora do programa Minha Casa Minha Vida, e buscar solução para os problemas apontados. 

A iniciativa foi motivada pelo grande número de reclamações dos contemplados em relação a problemas de infraestrutura dos imóveis e denúncias de moradias irregulares, tais como venda e aluguel, entre outros. A ação de vistorias foi realizada em julho deste ano, por aplicação de questionário, em 521 casas do residencial, das 677 construídas. A pesquisa foi realizada nas ruas André M. Arantes; Moara Sacramento Amaro; Igor Dourado e Castro; e Robson M. Silva.

PORCENTAGEM
Quanto à situação habitacional, a porcentagem de irregularidade é de 4%. Foi constatado que 400 casas estão ocupadas pelos proprietários; em 100 delas não foi encontrado ninguém; nove estão alugadas; dez foram cedidas (a outros ocupantes) e duas foram invadidas.

No entanto, das 521 casas 364 apresentaram problemas, o que corresponde a 70% do total pesquisado. A maior ocorrência é de vazamentos, afetando 180 casas, seguida por 52 casas com infiltrações, 47 com problemas nos aquecedores solares e 85 classificados como “outros” no relatório.

PASSO DADO
Segundo a secretária de Assistência Social de Araçatuba, Maria Cristina Domingues, “a Prefeitura faz seu papel de fiscalizar tais empreendimentos e buscar garantir o cumprimento de suas propostas de atender às necessidades da população em vínculo com a credibilidade e o amparo da administração pública”.

“Está sendo entregue à Caixa este relatório na esperança de que os responsáveis sejam cientificados dos problemas e que tomem medidas necessárias para que esses possam ser atendidos e solucionados. Caso não houver a solução dos problemas por esse caminho, caberá mediação junto à Defensoria Pública, para uma possível ação judicial coletiva”, disse a secretária em nota.

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