Resultado do Liraa é o maior, comparado com os outros três levantamentos feitos o ano passado

Índice de larvas do Aedes aegypti dispara em Araçatuba

Amostragem indica 13,4%; recomendado pela OMS é até 1%

Araçatuba voltou a registrar aumento de imóveis com larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O primeiro Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti) de 2018 resultou em 13,4%, enquanto o recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de até 1%.

O resultado é o maior, comparado com os outros três levantamentos feitos o ano passado. Em outubro, o índice foi de 3%, enquanto março foi de 9,3% e em janeiro, 7,7%. O maior índice larvário da história do município havia sido registrado em janeiro de 2016, quando atingiu 11%.

O Liraa se dá pela divisão do número de recipientes com larvas pela quantidade de imóveis visitados, multiplicado por 100. A Prefeitura não informou quantos imóveis foram visitados por profissionais do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) entre 4 e 26 de janeiro. O resultado do último levantamento corresponde a 605 recipientes flagrados com larvas do mosquito. 

Dentre os recipientes mais comuns flagrados pelos profissionais de saúde nos imóveis visitados estão: ralos internos e externos, vasos de plantas, bebedouros de animais, garrafas descartáveis, caixas d'água, vasos sanitários, pneus, piscina desmontável, entre outros.

MAIOR
A região com maior infestação é a que compreende os bairros Vicente Grosso, Jardim Paulista, Pinheiros, João Batista Botelho, Araçatuba G, Novo Umuarama, Hilda Mandarino e Alvorada. O índice foi de 23,5%, correspondente a 137 recipientes com larvas. Na sequência, aparecem os Jardim Regina, Manoel Pires, Carazza, Rosele, Aeroporto, Jardim das Oliveiras, Primavera, Planalto, Chácaras Sossego, Paraíso e Bandeirantes, São Sebastião, Parque Industrial e Vila Alba, com o resultado de 19,7% em 143 recipientes.

No levantamento anterior, feito em outubro, a região que teve mais flagrantes foi a dos bairros Distrito Industrial Alexandre Biaggi, Chácaras Arco-Íris, São Rafael, Parque Industrial, Atlântico 1 e 2, Petit Trianon, Etemp e Chácaras Versalles, com índice de 5,6%, correspondente a 31 recipientes com larvas.

CASOS
No ano passado, foram registrados 103 casos de dengue no município, com uma morte. Em 2016, Araçatuba teve 694 casos, sem óbitos. Boletim divulgado pela Vigilância no último dia 26 mostrou que já foram registrados dois casos de dengue. 

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 252.054 casos da doença em 2017, com duas mortes. No ano retrasado, 1.483.623 pessoas tiveram dengue. 

A reportagem enviou e-mail à assessoria de imprensa da Prefeitura questionando a quantidade de casos registrados, até o momento, em 2018, o que motivou o aumento do índice larvário, se há temor por uma nova epidemia de dengue e de outras doenças como zika e chikungunya e qual o trabalho está sendo realizado pelo município para minimizar a situação. No entanto, não recebeu respostas.

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