Folha da Região - Conheça a história de Eugene Allen, o real 'O Mordomo da Casa Branca'

Conheça a história de Eugene Allen, o real 'O Mordomo da Casa Branca'

José Marcos Taveira +++ --- Encaminhar Erro Imprimir


Sábado - 15/02/2014 - 10h41



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Atualização: 15h34 de 15/02/2014


Divulgação
               
O ator Forest Whitaker, que incorporou o protagonista no filme; no destaque, o verdadeiro Eugene Allen


Quando você assiste a um filme maravilhoso, logo pensa se foi inspirado em algum livro. No caso de "O Mordomo da Casa Branca" ('The Butler', 2013), aconteceu o contrário: um livro foi inspirado na ficção, baseada em fatos reais da telona. Já a fantasia de Hollywood foi livremente adaptada da história de um personagem verdadeiro, Eugene Allen, abordada em artigo do jornal "The Washington Post", em 7 de novembro de 2008, após a vitória de Barack Obama na disputa pela presidência dos Estados Unidos. O título: “Um mordomo bem servido por essa eleição”.

E o responsável pela vida de Allen ser o ponto de partida para um filme que mostra fatos históricos envolvendo a segregação americana é um inspirado jornalista: Wil Haygood. Resumindo toda a história: ele escreveu um artigo sobre Allen, que virou filme; e o filme virou livro, escrito pelo próprio Haygood, que conta todos os bastidores desta obra de arte emocionante. Lançado pela editora Novo Século, "O Mordomo da Casa Branca" não traz apenas a história por trás da história. É uma lição do que o verdadeiro jornalista pode descobrir indo além da dependência de pautas frias. A inspiração para tudo isso surgiu após a cobertura de um dos discursos de campanha de Obama, o primeiro presidente negro americano.

Haygood já estava indo para o hotel, quando percebeu alguém chorando. E, a partir daquela conversa, inspirou-se em encontrar alguém da época da segregação que fosse negro e tivesse servido na Casa Branca. Wil Haygood tinha certeza que Obama seria eleito e batalhou muito até chegar a Eugene Allen, um mordomo negro de 89 anos que serviu oito presidentes - de Harry Truman a Ronald Reagan - durante 34 anos. No porão de Allen, encontrou um verdadeiro museu, com relíquias daquele tempo. Os detalhes deste encontro e o relacionamento com o ex-mordomo são ingredientes que ajudam a transformar o livro em uma ótima leitura.

PARTES
"O Mordomo da Casa Branca" é dividido basicamente em quatro partes. Em uma delas, o jornalista faz a análise dos atores "afro-americanos" no cinema. Cita, por exemplo, Sidney Poitier, o primeiro ator negro a receber um Oscar, que ajudava a pagar fianças de pessoas que protestavam contra a segregação. Mostra ainda o que cada um dos cinco presidentes destacados no filme fizeram na história da luta pela igualdade racial naquele país.

Haygood acompanhou as filmagens e entrevistou parte do elenco, formado por estrelas como Forest Whitaker, que incorporou o protagonista Cecil Gaines; Oprah Winfrey, que viveu a mulher dele, Gloria; e o inglês David Oyelowo, o filho Louis, envolvido em todos os protestos época. Mas dedica uma boa parte da obra ao criativo diretor Lee Daniels e a Laura Ziskin, a produtora que fez o primeiro contato telefônico com o jornalista e dedicou seus últimos dias de vida para a realização do longa.

O livro destaca ainda que o filme é apenas baseado na história de Eugene Allen, sua esposa, Helene, e o filho único, Charles. Tanto que os personagens na telona têm nomes diferentes. Mesmo assim, mostra a "essência" do casal, segundo Charles confidenciou ao autor. Várias fotos que fazem parte do museu deixado por Allen - ele morreu 16 meses após o primeiro encontro com Haygood - também estão na obra. Entre elas, imagens da festa de gala na Casa Branca em que o ex-mordomo e a esposa participaram, como convidados do então presidente Ronald Reagan e da primeira-dama Nancy.

INTERPRETAÇÕES
As excelentes interpretações de seus protagonistas (Whitaker e Oprah) e o belo trabalho de Lee Daniels indicavam que seriam indicados ao Oscar deste ano. Mas o filme foi totalmente ignorado, aumentando a lista de injustiças em Hollywood. Aliás, essas reações da academia americana contra atores e temas que abordam a segregação estão entre os capítulos da obra de Haygood. Uma verdadeira aula de história.

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