Folha da Região - Ex suspeita de mandar matar dono do Friboi

Ex suspeita de mandar matar dono do Friboi

Marcela Spinosa - Agncia Estado +++ --- Encaminhar Erro Imprimir


Sábado - 04/04/2009 - 03h01



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A ex-mulher do diretor executivo da diviso de alimentos do frigorfico JBS Friboi, Humberto Campos de Magalhes, de 43 anos, morto a tiros em seu carro em dezembro de 2008, suspeita de ser a mandante do crime. Ela foi presa temporariamente ontem por policiais da Diviso de Homicdios e Proteo Pessoa (DHPP) e est em uma cela do 89 Distrito Policial (Portal do Morumbi). Na prxima segunda-feira, a defesa deve entrar na Justia com pedido de revogao da priso temporria de 15 dias, que pode ser prorrogada pela Justia por mais 15.

A polcia pediu a priso temporria de Giselma Magalhes, de 44 anos, depois de descobrir que a ligao que o ex-marido dela recebeu no dia do crime partiu do aparelho celular do filho mais novo deles, um jovem de 17 anos. "O principal (motivo) que a vtima foi atrada para o local do assassinato porque o autor do crime usou o telefone celular do filho adolescente do casal. A partir da conseguimos indcios e provas que possibilitaram o pedido de priso temporria, disse o delegado do DHPP Marcos Carneiro.

Segundo ele, na ligao, a pessoa teria dito a Magalhes que o filho havia sofrido convulso. Desesperado, o executivo saiu com sua Mercedes Benz C320 para a Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, zona oeste, dirigiu alguns metros e tocou a campainha da casa de nmero 85 da Rua Alfenas.

A casa pertence a um aposentado de 50 anos que contou a polcia que, naquele dia, Magalhes estava nervoso e tocou a campainha diversas vezes. Quando o aposentado atendeu, o executivo perguntou pelo filho. Ao receber a informao de que o jovem no estava l, Magalhes entrou no carro, dirigiu alguns metros e estacionou em frente ao nmero 61 da mesma via. Foi quando um motoqueiro parou ao lado do veculo. Eles conversaram alguns instantes e o motoqueiro efetuou dois disparos contra Magalhes. Um dos tiros acertou o abdome e o outro pegou a perna esquerda.

PASSIONAL

Para a polcia, o crime teria sido passional. Isso porque o casal estava separado havia cerca de um ano e tem um histrico de brigas constantes. O processo do divrcio era litigioso e Magalhes, antes de morrer, morava havia cinco meses com outra mulher.

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