Lucas Matheus de Carvalho é estudante. Escreve às quintas-feiras, neste espaço, como colaborador da <b>Folha da Região.

Prostituição de menores

Fala sério: Prostituição de menores

Diante da matéria publicada pela Folha da Região, no dia 12 de março, sobre meninas de 13, 14 e 15 anos que oferecem programas sexuais em vários pontos da cidade, não poderia deixar de comentar e fazer algumas considerações sobre esta realidade.

Embora leigo no assunto, percebo que a prostituição está diretamente ligada ao relacionamento familiar e às questões sociais.

Quem acompanha os meus artigos, já deve ter percebido o quanto insisto na questão do diálogo entre as famílias, principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre pais e filhos. É importante que nesse momento de decisões, os jovens estejam bem-informados e saibam escolher entre o que é certo e o que é errado.

É preciso também que haja políticas públicas e projetos assistenciais direcionados aos jovens que se encontram à beira da marginalidade, sem um incentivo familiar, sem uma perspectiva de vida. Só assim será possível fazer com que meninas e meninos permaneçam longe da prostituição ou de qualquer outra atividade ilegal.

Li com tristeza essa matéria publicada pela Folha na semana passada. A reportagem constatou que as meninas costumam cobrar em média R$ 50 por um programa sexual de 50 minutos. Além do mais, pequenos traficantes que ganham a vida vendendo entorpecentes para prostitutas e clientes entram em cena para exercer o comércio ilegal.

Seja durante o dia ou a noite, meninas, jovens, adolescentes se vendem em troca de dinheiro para comprar comida ou simplesmente sustentar os vícios. Penso que o valor de um ser humano esteja em suas virtudes, em seus atos e em suas responsabilidades; começa a partir do respeito com a própria personalidade, no exercício dos aspectos emocionais e na força de vontade defronte os desafios.

É necessário que os órgãos e os setores responsáveis por esta situação estejam sempre mobilizados e dispostos a buscar alternativas que solucionem o problema. Essa é uma questão delicada, que envolve, sobretudo, a moral e a dignidade de milhares de pessoas, muitas delas jovens e adolescentes.

Sem contar que a prostituição favorece a prática de crimes e o aumento no número de pessoas infectadas com o vírus da aids. É importante que as famílias façam um trabalho de prevenção e orientação com os filhos, expondo a eles os riscos e as humilhações decorrentes desse tipo de atividade.

Aos jovens desorientados, vítimas da criminalidade e da prostituição, cabem iniciativas que os afastem desses problemas e os integrem novamente à sociedade. Nesse caso, órgãos e setores assistenciais devem atuar como verdadeiras famílias, unindo forças para recuperar tantos e tantos jovens que precisam de ajuda.

Através da responsabilidade social e de medidas condizentes, tenho certeza de que será possível evitar qualquer tipo de atividade que incentive a prática da prostituição e que induza, cada vez mais, jovens e adolescentes para o caminho errado.








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