Prefeitura abre licitação para comprar 387 caixões de defunto

Prefeitura abre licitação para comprar 387 caixões

A Prefeitura de Araçatuba abriu licitação para a compra de 387 urnas mortuárias. Mas para que raios uma prefeitura iria querer comprar tantos caixões de defunto? É a primeira pergunta que se vem à tona quando se toma conhecimento da aquisição desse produto com o dinheiro do contribuinte. Quem responde a pergunta é a chefe da Divisão de Atividades Complementares da Prefeitura, Maria Helena Batista, a quem compreende o comando da Funerária Municipal. "Essas urnas são para atender a nossa funerária municipal que atende principalmente a população de baixa renda do município".

Só de urnas tipo modelo reto, com caixão, quadro e fundo em madeira de pinus na cor caramelo, com tampa de papelão, quatro alças fixas e duas chavetas para fechamento da tampa, forradas com papel no tamanho 1,90 x 0,70 x 0,41 x 0,30 m são 80 unidades. E detalhe: todas acompanhadas de um travesseiro solto.

Além disso, o edital de licitação pede mais 80 urnas tipo combate, com alça dura, para adulto com até 1,90 m. Cinco urnas tipo gorda para adulto. Mais cinco urnas tipo baleia-adulto com 1,95 m de comprimento. Depois mais 57 urnas mortuárias infantis, das quais 15 têm que ser na cor branca, além de 150 outras no tipo sextavadas, das quais 70 são brancas e outras 80 lacradas, sem visor.

A estimativa é de que serão gastos cerca de R$ 80 mil na compra de todas essas urnas. É praticamente uma urna por dia, levando-se em conta os 365 dias do ano. Segundo Maria Helena, é muito variável o número de mortes na cidade e não dá para se fazer uma média mensal. "Tem semana que não vendemos nenhuma urna. Mas tem semanas que extrapolam. No último final de semana, por exemplo, atendemos a nove funerais".

O preço das urnas para o público varia de R$ 110 a R$ 220, incluindo o translado dentro da cidade. E pode ser parcelado em até quatro vezes. O aluguel de uma das salas do velório municipal custa mais R$ 55. Os serviços são simples, mas o preço chega a ser quase quatro vezes menos do que em outros locais. Maria Helena informa que em 10% dos casos atendidos os serviços são bancados pela Prefeitura. "Mas isso só ocorre em casos extremos", garante. "Não tem isenção a pedido de ninguém. Os vereadores até já sabem e nem vêm pedir". Se a família está entre as cadastradas no Fundo Social é feito um rigoroso e moroso processo, em que as assistentes sociais e advogados da Prefeitura vão até a residência para constatar a real necessidade de cada caso.

IMPORTÂNCIA - O ex-vereador José Américo Nascimento dirigiu a Funerária Municipal por três anos até se aposentar. "Esse é um serviço de extrema importância para o município", enfatiza, lembrando que foi graças à iniciativa dele e de Hélio Consolaro, na época em que foram vereadores, e à determinação de Valter Tinti como prefeito que se criou a funerária municipal. "Os preços cobrados na época chegavam a custar quase dez vezes mais do que o normal", lembra.

"Hoje há um equilíbrio de preços". Fora da administração, José Américo se sente à vontade para criticar o abandono da Funerária Municipal pelas últimas administrações. "Parece que não existe vontade das administrações em melhorar esses serviços".

Além das urnas mortuárias, a Prefeitura também abriu licitação para a compra de jogo de paramentação para velórios constituído de 8 peças em alumínio polido, sendo uma imagem de Cristo, um suporte para livro de presença, dois castiçais, dois vasos e dois cavaletes.

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